Os Tanaru eram um povo caçador-coletor e agricultor de pequena escala, vivendo da floresta de forma autônoma e sustentável. Usavam arcos, flechas e armadilhas para caça, cultivavam pequenas roças e mantinham hábitos de mobilidade na mata, mudando de lugar
A criação do Parque Nacional Tanaru, prevista para ser anunciada oficialmente em abril de 2026, representa não apenas a proteção de 8 mil hectares de floresta em Rondônia, na fronteira com a Bolívia, mas também a preservação da memória de um povo inteiro que desapareceu sem deixar descendentes.
Os Tanaru eram um povo caçador-coletor e agricultor de pequena escala, vivendo da floresta de forma autônoma e sustentável. Usavam arcos, flechas e armadilhas para caça, cultivavam pequenas roças e mantinham hábitos de mobilidade na mata, mudando de lugar periodicamente.
O último sobrevivente, conhecido como o “Índio do Buraco”, construiu ao longo dos anos dezenas de cabanas e abrigos simples, sempre com um buraco escavado no centro, possivelmente usado para rituais, esconderijo ou armazenamento. Esse costume se tornou a marca de sua identidade.Ele rejeitou contato com não-indígenas durante 26 anos, mantendo uma resistência silenciosa após os massacres que vitimaram sua comunidade.
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Foto: Reprodução/Google
Transformar Tanaru em um parque nacional e memorial significa reconhecer que a destruição de povos indígenas não pode ser esquecida. A floresta, agora vazia de vozes humanas originárias, se torna guardiã da memória do genocídio silencioso sofrido por esses povos.
Um legado para o Brasil e o mundo
O caso Tanaru já é estudado internacionalmente como símbolo da luta pela sobrevivência dos povos indígenas isolados. Sua história toca em temas como genocídio cultural, direitos humanos, preservação ambiental e responsabilidade histórica do Estado e da sociedade brasileira.
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