05 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 23/01/2025

Sueli Khey Tomás: O protagonismo das mulheres indígenas sempre esteve em sua luta

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Foto: Reprodução/Google

Quando chegou, o território da Por Fi Ga ainda não estava demarcado e era um acampamento, e ela cursava a 7ª série do Ensino Fundamental Sueli tem 32 anos

Indígena do povo Kaingang e do bioma Mata Atlântica, Sueli Khey Tomás nasceu na Terra Indígena Nonoai (RS). Aos oito anos, mudou-se para a Terra Indígena Serrinha (RS), onde morou com a mãe, o pai e seus oito irmãos. Após casar, foi embora para a Terra Indígena Por Fi Ga, no município de São Leopoldo (RS), região metropolitana da capital Porto Alegre (RS), onde vive até hoje.

 

Quando chegou, o território da Por Fi Ga ainda não estava demarcado e era um acampamento, e ela cursava a 7ª série do Ensino Fundamental. Sueli tem 32 anos, é técnica em Enfermagem, formada pela Faculdades EST, artesã, palestrante e ativista, fundadora do primeiro Memorial da Mulher Indígena Kaingang, primeiro projeto criado para e com as mulheres da Por Fi Ga.

 

Além de turístico, o memorial será um espaço para as mulheres estarem na presença e ouvirem as histórias de suas ancestrais e terem acesso às suas ervas e comidas tradicionais. “Porque a geração de agora não conhece o nosso passado, como os nossos avós e nossos pais viviam. A construção desse espaço será fundamental para que a gente mostre que tem voz”.

 

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Ela busca seguir estudando: começou a cursar Enfermagem, mas as dificuldades impostas pela universidade não permitiram dar seguimento, e seu foco agora é Psicologia, aliada sempre ao movimento indígena. “Eu me considero uma mulher liderança porque todas nós somos líderes em alguma coisa. E quando a gente é líder de algum movimento, a gente trabalha muito, se esforça muito, porque cada vez pode aperfeiçoar mais. E trabalhar na causa indígena não é fácil, tanto dentro das comunidades quanto fora. Todas as mulheres indígenas e não indígenas são lideranças e lideranças fortes, porque sempre estão na luta”.

 

O protagonismo das mulheres indígenas sempre esteve em sua luta. “De uns anos para cá, a gente começou esse movimento e a gente começou a ser notada. Porque antes era difícil, e continua sendo, falar sobre o protagonismo feminino, ainda mais quando se trata de mulheres indígenas.

 
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Agora a gente tem as lideranças que também apoia, que também abre as portas e que dão voz, algo que não acontecia até um passado bem recente. Então a gente vem mudando o pensamento das nossas lideranças masculinas, a gente vem trabalhando juntos e se esforçando para que melhore, porque não é fácil tu ser mulher indígena dentro de uma comunidade onde a maioria das vezes é formada por homens”. 

 

Fonte: com informações Uol

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