Levitsky acredita que, passada a crise institucional enfrentada nos últimos anos, a Corte deve retornar ao seu papel tradicional.
O Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiu, na terça-feira, 22, uma declaração que ganhou atenção internacional: em entrevista à BBC News, o cientista político e professor de Harvard, Steven Levitsky, afirmou que o Brasil se tornou um sistema mais democrático do que os Estados Unidos.
Levitsky, coautor do best-seller Como as Democracias Morrem, elogiou a forma como as instituições brasileiras reagiram frente às ameaças à democracia, especialmente durante e após as eleições presidenciais de 2022. Para ele, o Brasil respondeu de maneira mais coordenada e firme do que os EUA fizeram após a tentativa de invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, liderada por apoiadores do ex-presidente Donald Trump.
“O Brasil é um sistema mais democrático do que os Estados Unidos”, afirmou Levitsky durante a entrevista. A publicação da entrevista nas redes sociais oficiais do STF, especialmente no perfil da Corte no X (antigo Twitter), reforça a repercussão das declarações e o entendimento de que o papel institucional do Supremo foi central na preservação da ordem democrática durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
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Foto: Reprodução/Google
No entanto, o autor norte-americano também apontou um alerta: segundo ele, uma democracia saudável exige equilíbrio entre os Poderes, e por isso “sempre que há um órgão não eleito formulando políticas, se está em um território perigoso em uma democracia”, afirmou, em referência ao STF. Levitsky acredita que, passada a crise institucional enfrentada nos últimos anos, a Corte deve retornar ao seu papel tradicional.
A entrevista traz à tona um debate importante sobre os limites e o protagonismo das instituições democráticas em contextos de tensão política, e sobre como a resiliência institucional pode variar entre democracias consolidadas como EUA e aquelas em constante reconstrução, como o Brasil.
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