20 de Abril de 2026

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- 17/11/2021

Soro anti-Covid desenvolvido pelo Butantan é aplicado pela primeira vez em um paciente

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Foto: Reprodução

Material, produzido a partir do plasma de cavalos, não substitui a vacina, mas é uma possibilidade de tratamento para diagnosticados com a doença. Testes foram autorizados pela Anvisa no início de maio.

O primeiro paciente recebeu, na última sexta-feira (12), no Hospital do Rim, o soro anti-Covid desenvolvido pelo Instituto Butantan. O paciente é um homem transplantado de 65 anos.

 

O soro produzido com plasma de cavalos, que foi aprovado para teste em maio, não substitui a vacina, mas é uma possibilidade de tratamento para diagnosticados com a doença.

 

De acordo com o Hospital do Rim, o primeiro paciente a receber o soro não teve nenhum efeito colateral, e a resposta ao medicamento foi adequada.

 

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No total, o estudo terá 30 pacientes. Para receber o soro, a pessoa tem que estar com Covid leve para que, justamente, se previna uma evolução para um quadro grave da doença. Ainda não há prazo para divulgação dos primeiros resultados.

 

Segundo o diretor do Hospital do Rim, José Medina, em casos mais leves, a pessoa pode tomar o soro e ir pra casa. Mas por conta da idade e de possuir doença prévia média gravidade, os médicos decidiram que o paciente será acompanhado no hospital.

 

Ele está num leito semi-intensivo, onde ficará por 28 dias sendo observado.

 

Estudo com soro

 


Os testes também serão feitos em pacientes com Covid e câncer do Hospital das Clínicas. Na segunda fase, devem participar 558 pacientes transplantados e oncológicos.

 

Em maio deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em seres humanos.

 

O objetivo do soro é amenizar os sintomas e evitar casos graves nas pessoas já infectadas. Ele não é capaz de curar nem de prevenir a doença.

 

Produção do soro

 

Fotos: Reprodução


Para a produção do soro, os técnicos retiram o plasma do sangue do cavalo e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. Os anticorpos são então separados do plasma e se transformam em um soro anti-Covid.

 

Os cavalos, além de ajudarem a produzir o soro, participaram dos testes. O vírus inativo não provoca danos aos animais nem se multiplica no organismo, mas estimula a produção de anticorpos.

 

No início de março, Dimas Covas, diretor, do Butantan, disse que os testes feitos em animais apontaram que o soro é seguro e efetivo.

 

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"Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados."

 

Fonte: G1

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