Quando ingressou como docente na prestigiada instituição, em 1993, as mulheres ainda não eram aceitas como estudantes.
Sonia Guimarães foi a primeira mulher negra a se tornar doutora em física no Brasil. A pesquisadora também foi a primeira entre mulheres negras a lecionar no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Quando ingressou como docente na prestigiada instituição, em 1993, as mulheres ainda não eram aceitas como estudantes. As professoras eram poucas na área dominada pela presença masculina. Sonia se tornou expoente no combate às desigualdades raciais e de gênero nas ciências, em especial nas exatas.
Filha de pai tapeceiro e mãe comerciante, foi a primeira da família a entrar na faculdade. Ela se graduou na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), onde também fez seu mestrado em física. Após um período de pesquisa em Bolonha, na Itália, Sonia ingressou no doutorado em materiais eletrônicos na Universidade de Manchester, Inglaterra.
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Nascida na capital paulista em 1957, Sonia tem 66 anos e segue lecionando no ITA. A professora também é conselheira e fundadora da Afrobras, organização criada em 1997 para promover a inserção socioeconômica, cultural e educacional dos jovens negros.
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Fotos: Reprodução/Google
A Afrobras é mantenedora da Faculdade Zumbi dos Palmares em São Paulo, voltada para a população negra e de baixa renda. A instituição visa reduzir a desigualdade sociais e raciais no ensino superior.A história e o trabalho de Sonia Guimarães são fonte de inspiração para a juventude brasileira.
Em 2023, foi eleita uma das 100 pessoas mais inovadoras da América Latina pela plataforma Bloomberg Línea. Foi a primeira mulher negra a receber o Prêmio Professor Emérito – Troféu Guerreiro da Educação Ruy Mesquita em 2021.
Fonte: com informações Portal ND+
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