06 de Maio de 2026

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Economia - 11/01/2025

Sistema Tributário Brasileiro: Por que pagamos tantos impostos?

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Foto: Reprodução/Google

Embora países desenvolvidos como Dinamarca e Suécia também apresentem cargas tributárias elevadas, a principal diferença é o retorno de qualidade proporcionado à população.

Por Nicolas Fragata - O sistema tributário brasileiro é frequentemente criticado por sua complexidade e pelo peso significativo que impõe aos contribuintes. Com uma carga tributária bruta equivalente a 32,43% do PIB em 2017, o Brasil posiciona-se acima da média dos países emergentes e próximo à média dos países da OCDE. Entretanto, o que torna essa carga tão pesada é um conjunto de fatores que incluem a alta demanda por recursos públicos, a ineficiência na gestão estatal e a estrutura regressiva do sistema tributário.


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Investimento público que faz a diferença: UTI reformada e equipada para oferecer o melhor

cuidado à saúde da população (Foto: Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro)

 

Um dos principais motivos para a alta carga tributária é a elevada demanda por recursos públicos. O Brasil, como um país de dimensões continentais e desafios históricos, precisa financiar áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, além de combater a pobreza e desigualdade social. Esses investimentos são indispensáveis, mas muitas vezes a gestão ineficaz dos recursos arrecadados impede que eles se traduzam em serviços de qualidade. A corrupção, a burocracia e a baixa produtividade no setor público consomem grande parte desses recursos, criando a necessidade de maior tributação para compensar as perdas.

 

 Obras paralisadas desde a década de 80: um reflexo da má gestão que impede o acesso a uma

saúde de qualidade (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

 

Outro ponto crítico é a estrutura do sistema tributário brasileiro, que foca principalmente na tributação sobre o consumo, com impostos como ICMS, PIS e COFINS. Essa abordagem regressiva faz com que as pessoas de menor renda paguem proporcionalmente mais impostos, já que bens e serviços essenciais acabam sendo fortemente tributados. Isso contrasta com sistemas mais progressivos, onde a tributação recai mais sobre renda e patrimônio, equilibrando melhor a distribuição do peso tributário entre ricos e pobres.

 

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Além disso, parte significativa da arrecadação é direcionada ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, o que reduz os recursos disponíveis para investimentos diretos no bem-estar da população. Em 2023, os gastos com juros representaram aproximadamente 7% do PIB, agravando ainda mais a percepção de que os impostos pagos não retornam em benefícios palpáveis para a sociedade.

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