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Geral - 19/05/2025

Sindipetro denuncia demissões em massa na Refinaria do Amazonas

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Foto: Sindipetro Amazonas

Segundo sindicato, demissão em massa na Refinaria do Amazonas (REAM) tem como objetivo transformar refinería em terminal de distribuição

A Refinaria do Amazonas (REAM) vai demitir cerca de 75 trabalhadores da sua base operacional, provocando uma drástica redução no efetivo da planta. O Sindipetro Amazonas, filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) está mobilizado e denuncia que a medida compromete a operação da empresa, em especial com a sua atividade primária, que é a do refino, e tem como objetivo final converter a unidade em um terminal de distribuição.

 

“No aspecto jurídico, essas demissões podem estar descumprindo questões regulatórias e condicionais, firmadas durante a venda da Reman, como, por exemplo, a obrigatoriedade de manutenção e ampliação da atividade de refino, garantindo autonomia para atender o mercado regional, o que atualmente está em risco”, afirma o coordenador geral do Sindipetro-AM, Marcos Ribeiro.

 

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, afirma que “é um absurdo o que estamos vendo acontecer não só no Amazonas, mas em todo o norte do Brasil, uma refinaria que não refina e que agora de fato está prestes a se tornar apenas um terminal de distribuição de combustíveis, ou seja, dos derivados do petróleo”. Bacelar afirma que a FUP e Sindipetro AM estão em luta: “Estamos fazendo as denúncias correspondentes e na luta para que a refinaria se mantenha em funcionamento, gerando emprego, gerando renda e riquezas para o estado do amazonas a partir do refino do petróleo que chega a refinaria”.

 

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Para resguardar os direitos dos trabalhadores e garantir a continuidade das operações de refino na Ream, o Sindipetro-AM protocolou uma denúncia formal a entidades de controle da refinaria, como o CADE e a ANP, apresentando ofício também para o Ministério de Minas e Energia e o Ministério Público do Trabalho. Na segunda-feira, 12, o sindicato realizou uma manifestação em frente à refinaria controlada pelo Grupo Atem e promete mais mobilizações contra as demissões e na luta para garantir que a refinaria continue cumprindo seu papel na região.

 

Segurança dos trabalhadores

 

 

Foto: Sindipetro Amazonas

 

Além das preocupações com o desenvolvimento local e regional, o Sindipetro-AM também pontuou questões trabalhistas, uma vez que a empresa não apresentou laudo técnico que comprove a viabilidade de operação com segurança para os trabalhadores que seguirão na atividade.

 
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“É preciso cuidar não apenas do trabalhador que será demitido, mas também dos que ficarão, uma vez que pode haver um acúmulo de funções e demandas, colocando a saúde e a integridade física e mental desses trabalhadores em risco, assim como a própria unidade”, alerta Ribeiro, que coloca o Sindicato à disposição dos trabalhadores. 

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