No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos anuais, ou seja, 38 suicídios por dia e cerca de 20 tentativas.
Maria Santana Souza - A Organização Mundial de Saúde - OMS, em pesquisa realizada em 2019, estima que em todo o mundo ocorram mais de 700 mil suicídios por ano e considerando a subnotificacão, os casos podem chegar a um milhão. Já as tentativas de tirar a própria vida, são cerca de 16 milhões de pessoas.
No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos anuais, ou seja, 38 suicídios por dia e cerca de 20 tentativas.
Ainda segundo a OMS, mais pessoas morrem de suicídio no mundo do que de AIDS, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. A conclusão é de que o suicídio é um grave problema de saúde pública.
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O portal do Conselho Federal de Medicina registra números estarrecedores. "Os casos de suicídio aumentaram 43% no Brasil em uma década, passando de 9.454, em 2010, para 13.523, em 2019. Entre os adolescentes, o aumento foi de 81%, indo de 3,5 suicídios por 100 mil adolescentes para 6,4. Nos casos em menores de 14 anos, houve um aumento de 113% na taxa de mortalidade por suicídios de 2010 a 2013, fazendo do suicídio a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos."
Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Estudo publicado em 2024, na The Lancet Regional Health – Americas, desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, indica outro público vulnerável ao suicídio, além dos adolescentes.
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A pesquisa avaliou os números de autolesões e suicídios em relação a raça e etnia no Brasil. No que se refere às lesões autoprovocadas, os indígenas têm o maior percentual: são mais de 100 casos para 100 mil pessoas. Mesmo com o maior número de notificações, a população indígena apresentou menores taxas de hospitalização.
Os números seguem, alarmantes, principalmente no que se refere aos adolescentes e indígenas. As causas são muitas, podendo ser atribuídas às desigualdades sociais e pobreza, à falta de políticas públicas para enfrentar o problema, até o uso de agrotóxicos, como no caso do Rio Grande do Sul, estado com alto índice de suicídio, onde pesticidas são usados na lavoura e podem afetar o sistema nervoso.
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Este mês de setembro é dedicado à conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio e deve servir para despertar a empatia das pessoas diante de um problema tão grave, que afeta milhões de pessoas no mundo. Uma pessoa ao seu lado pode estar precisando da sua atenção, do seu abraço e da sua palavra. Isso pode salvar vidas.
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Fotos: Reprodução/Google
Às vezes, uma conversa terna pode convencer uma pessoa a procurar ajuda, como no caso de depressão. Outras vezes, o olhar atento para nossas crianças e adolescentes pode descobrir uma situação de sofrimento e evitar o pior.
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Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Brasil. Formada em Direito, começou sua carreira como editora do Portal do Zacarias, tornando-se um de discrição e com propósito. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Mária Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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