No Brasil, comportamentos semelhantes vêm crescendo, tornando ainda mais urgente a necessidade de monitoramento e orientação no ambiente digital.
A série Adolescentes, da Netflix, tem gerado debates importantes sobre o impacto das redes sociais na formação da masculinidade. Longe de ser apenas uma ficção, a trama se inspira em casos reais e alerta para um fenômeno crescente: a influência de discursos misóginos e violentos sobre meninos, especialmente em espaços online sem supervisão.
O Que Está em Jogo?
A produção britânica mostra como grupos como os chamados Red Pill propagam ideias que ensinam jovens a julgar meninas com base em sua aparência e comportamento, promovendo uma visão deturpada dos relacionamentos e da sociedade. O problema, porém, não está restrito ao Reino Unido. No Brasil, comportamentos semelhantes vêm crescendo, tornando ainda mais urgente a necessidade de monitoramento e orientação no ambiente digital.
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A Responsabilidade dos Pais e Educadores

A juíza Vanessa Cavalieri, da maior Vara da Infância do país, tem alertado para os riscos da exposição precoce às redes sociais. Para ela, “a rede social é uma praça escura e cheia de estranhos”, e a recomendação é clara: primeiro celular apenas aos 14 anos, com entrada nas redes sociais a partir dos 16. Essa visão reforça a necessidade do letramento digital para que crianças e adolescentes saibam identificar e resistir a influências nocivas.
Letramento Digital: Um Caminho Necessário

Fotos: Reprodução
A série Adolescentes não demoniza pais nem jovens, mas traz um alerta fundamental: a influência da família tem limites quando o acesso digital é irrestrito e não supervisionado. O desafio está em encontrar um equilíbrio entre autonomia e proteção, garantindo que os jovens tenham uma relação saudável com a internet.
O que Adolescentes nos ensina é que educar no mundo digital não é apenas sobre restringir, mas também sobre dialogar. Pais, responsáveis e educadores devem estar atentos ao que os jovens consomem online, orientando-os com afeto, mas também com firmeza. Afinal, o futuro da sociedade depende da maneira como formamos essa nova geração.
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