29 de Abril de 2026

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Internacional - 10/03/2026

Seleção do Irã deixa a Austrália sem as cinco jogadoras que pediram asilo

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Foto: Reprodução/Google

Delegação voou de Sydney para Kuala Lumpur, de onde deve prosseguir a viagem de volta ao país do Oriente Médio

A seleção feminina de futebol do Irã deixou a Austrália, onde disputou a Copa da Ásia, sem as cinco jogadoras que abandonaram a concentração e pediram asilo no país da Oceania. A delegação voou de Sydney para Kuala Lumpur nesta terça-feira, 10, de onde deve prosseguir a viagem de volta ao Irã, segundo o canal australiano ABC.

 

A Austrália concedeu na segunda-feira (9) asilo a cinco jogadoras, entre elas a capitã Zahra Ghanbari, que foram chamadas de "traidoras" pelo regime de Teerã porque não cantaram o hino nacional antes de uma partida da Copa da Ásia.O ministro do Interior australiano, Tony Burke, justificou a aprovação do pedido de asilo pelo medo de perseguição às atletas em caso de retorno ao Irã. As cinco jogadoras que pediram asilo fugiram do hotel em que a equipe estava concentrada na madrugada de segunda-feira.

 

"A polícia australiana as levou para um local seguro. Ontem à noite, dei minha aprovação final aos seus pedidos de visto humanitário", declarou Burke à imprensa."Elas podem ficar na Austrália, aqui estão seguras e devem sentir que estão em casa", acrescentou. As 26 integrantes da delegação iraniana chegaram à Austrália poucos dias antes do início dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos que provocaram a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro.Segundo Burke, o governo australiano manteve conversas secretas durante vários dias com as jogadoras para finalizar os pedidos de asilo das atletas que solicitaram a medida.

 

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Ao longo da segunda-feira, várias organizações e personalidades de várias áreas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, ou a escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, pediram às autoridades australianas que concedessem asilo às jogadoras iranianas por medo de que sofressem represálias em seu país.

 
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Segundo Zaki Haidari, ativista da Anistia Internacional, as atletas correm o risco de serem perseguidas se retornarem ao seu país. "É provável que algumas delas já tenham visto suas famílias ameaçadas", acrescentou Haidari.A seleção do Irã disputou a Copa da Ásia feminina pela primeira vez em 2022, na Índia. As jogadoras se tornaram heroínas nacionais em um país onde os direitos das mulheres são severamente limitados. 

 

Fonte: com informações Folha de São Paulo

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