06 de Maio de 2026

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Manaus - 17/10/2024

Seca do Rio Madeira revela navio do Século XIX que naufragou no Amazonas

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Foto: Reprodução/Google

Restos da embarcação estão encalhados na passagem do Pedral do Marmelo, localizado no município de Manicoré, interior do Amazonas.

A seca severa que atinge o Rio Madeira este ano revelou destroços de um navio que historiadores afirmam ser do Século XIX. Os restos da embarcação estão encalhados na passagem do Pedral do Marmelo, localizado no município de Manicoré, interior do Amazonas.

 

Na quarta-feira, 16 , o nível do Rio Madeira atingiu a cota de 10,53 metros, segundo dados da Defesa Civil do Estado. O Amazonas enfrenta uma crise ambiental sem precedentes em 2024, com uma seca que chegou antecipada e já impacta mais de 800 mil pessoas no estado, segundo a Defesa Civil do Amazonas.Os destroços históricos foram vistos pela primeira vez este ano por marinheiros e pescadores que transitavam pela região na última semana de setembro.

 

De acordo com o doutor em história social, Caio Giulliano Paião, ainda não foi possível determinar com precisão qual é a embarcação encontrada. Para isso, será necessária uma pesquisa no local para o cruzamento de dados com obras de autores que escreveram a respeito da navegação na Amazônia.O professor diz, no entanto, que pelas características dos destroços que emergiram das águas, é possível afirmar que a embarcação é uma construção norte-americana conhecida como "chata", feita para navegação em leitos rasos ou para evitar pedras e troncos submersos.

 

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"Certamente é um navio construído entre a segunda metade do século XIX e início dos anos 1900. Agnello Bittencourt elencou alguns naufrágios que se encaixam nessas características no rio Madeira. Precisaríamos de uma pesquisa mais acurada, mas alguns nomes nos veem à cabeça pelas características dos navios e localização aproximada de seus naufrágios. Os vapores: Içá (1881-1893), Canutama (construído em 1900) e a lancha Hilda", explicou o historiador.

 

A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas, Beatriz Calheiros, informou que teve conhecimento do aparecimento da embarcação, mas até o momento não existem mais informações técnicas do contexto histórico do navio."Embora possam ter relevância histórica, essas embarcações ainda não são oficialmente reconhecidas como patrimônio cultural, o que requer procedimentos formais", explicou Beatriz.

 

Pessoas da região viram o navio pela primeira vez

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Segundo os marinheiros que navegam pela região, as poucas partes dos destroços que ficavam visíveis em outras secas eram, muitas vezes, confundidas com pedras, mas foi apenas em 2024 que a embarcação apareceu por completo.

 

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Chefe de máquinas de uma empresa de balsas que atua nesse trecho do Rio Madeira, Claudiomar Araújo, de 56 anos, explicou que já trabalha há muito tempo na região e, durante outras secas, o máximo que já tinha visto era a ponta do mastro do navio. 

 

Fonte: com informações Portal G1

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