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Política no Amazonas - 31/12/2021

Retrospectiva 2021: Confira os principais assuntos que marcaram 2021 no Amazonas

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Foto: Reprodução

O ano de 2021 foi marcado por boas e más notícias.

Embora o Brasil tenha iniciado a vacinação contra a Covid-19 em janeiro, no mesmo mês, o Amazonas foi atingido duramente por uma segunda onda do coronavírus, com o aparecimento de uma nova cepa mais transmissível do vírus batizada de P.1, que logo se espalhou por todo o País e registrou mortes de pacientes por falta de oxigênio nos hospitais em todo Brasil.

 

Além da crise sanitária, o Amazonas também registrou a maior cheia histórica em 119 anos.

 

O Estado também esteve no centro dos debates da CPI da Covid no Senado e viu, em 2021, o ressurgimento de velhos caciques políticos, como o ex-governador José Melo.

 

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Confira esses e outros destaques selecionados pelo Direto ao Ponto na retrospectiva de 2021:

 

Segunda onda da covid-19

 

 

Iniciada em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China, a epidemia do novo coronavírus se espalhou rapidamente pelo mundo e atingiu em cheio o Amazonas. Nenhum país do mundo estava preparado e tinha estrutura para combater a Covid-19 na primeira e nem na segunda onda.

 

A disseminação do novo coronavírus tornou janeiro de 2021 o mês mais triste da história do Amazonas, com recordes de mortes, internações e casos confirmados de Covid-19.

 

Neste mês, o estado viveu momentos difíceis e registrou mais de 2,5 mil mortes e 5 mil internações.

 

Início da vacinação

 

 

Ao mesmo tempo que o Amazonas, sofria com a segunda onda da Covid-19, em 17 de janeiro iniciava a vacinação contra o coronavírus em todo o País e amazonenses e brasileiros viram em uma dose do imunizante a esperança de viver e lutar pela normalidade.

 

O ano termina com quase 50% da população mundial imunizada. No Brasil são 66% das pessoas que já tomaram duas doses.

 

Apesar disso, o terror da pandemia ainda assombra, principalmente com a chegada da variante ômicron, que apesar de menos letal, chega a ser mais transmissível e mais resistente aos imunizantes.

 

CPI da Covid

 

 

Em 2021, a política também dominouas rodas de conversas. No entanto, muitas vezes, o diálogo deu lugar à polarização e à guerra de narrativas – um duelo entre fato e discurso.

 

Pouco mais de um ano após o primeiro caso de Covid-19 ser registrado no Brasil, o Senado deu início à CPI da Covid em abril. O requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o objetivo era avaliar as ações e omissões do Governo Federal no combate à pandemia.

 

Foram seis meses de sessões, que gerou um relatório final de 1.180 páginas. Nele, foram apontados como responsáveis por crimes na gestão da pandemia, 66 pessoas e duas empresas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, e os três filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.

 

A comissão presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) revelou a tentativa frustrada de corrupção na compra de vacinas da AstraZeneca pelo Ministério da Saúde por meio da empresa Davati, por um dólar superfaturado por cada dose; a tentativa de vender ao Ministério da Saúde a vacina indiana Covaxin, com o envolvimento das empresas Precisa Medicamentos, VTCLog e FIB Bank, em um contrato fraudulento; e a ocultação de mortes, a prescrição do ‘kit Covid’ – que contém medicamentos comprovadamente não eficazes contra a doença – e o uso de pacientes de Manaus como cobaias em testes de medicamentos pela Prevent Senior.

 

Além disso, foi revelado que o governo negou a oferta de 70 milhões de doses da Pfizer em agosto de 2020 e que o governo já sabia que o sistema de saúde de Manaus iria colapsar, mas só enviou ajuda quando a situação já tinha se agravado.

 

Embora a CPI tenha tido resultado para indiciamento os brasileiros sentiram falta das investigações em cima dos estados e municípios, e chegaram até classificar como palanque político e um grande “Circo”.

 

O povo do Amazonas também não ficou satisfeito como a condução da CPI da Covid que teve a participação dos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga (MDB).

 

De acordo com o estudo divulgado no último dia (13), pelo Direto ao Ponto Pesquisas, 46,9% das pessoas desaprovaram o trabalho da Comissão, contra apenas 30,3% que aprovaram e outros 22,8% que não souberam responder.

 

O levantamento mostrou ainda, que 52,4% da população desaprovou o trabalho de Omar Aziz como presidente da CPI, e de Eduardo Braga, como membro da CPI, teve seu trabalho desaprovado por 52,4% da população.

 

Cheia Histórica

 

 

Se já não tivesse a pandemia da covid-19, o Amazonas, acabou sendo afetado pela maior cheia histórica dos últimos 119 anos.

 

O nível do Rio Negro alcançou 30 metros junho deste ano, ultrapassando em 3 centímetros a cota recorde registrada no ano de 2012. Com isso, Manaus registrou a maior cheia da história, desde o início dos registros em 1902.

 

A cheia dos rios atingiu tanto a capital como no interior. Na capital, em diversos pontos, a circulação de pessoas ocorre somente por meio de passarelas. A Praça do Relógio e o prédio da Alfândega, no Centro de Manaus, ficaram entre os locais mais atingidos.

 

A água do Rio Negro também invadiu o local onde funcionava a mais tradicional feira da capital, a Manaus Moderna. Como isso, os feirantes foram transferidos para uma balsa.

 

Comerciantes relataram prejuízos. Lojistas tiveram os estabelecimentos alagados, mesmo com as contenções para impedir a entrada da água.

 

Em praticamente todo o Amazonas, a cheia causou inundações. De acordo com dados da Defesa Civil, mais de 400 mil pessoas foram afetadas. Das 62 cidades, 48 estiveram em situação de emergência.

 

Garimpo ilegal em cidade flutuante no Rio Madeira

 

 

O ano de 2021 foi de grandes desafios à região Amazônica como um todo.

 

Em novembro, centenas de garimpeiros formaram uma vila flutuante para exploração ilegal em massa de ouro no Rio Madeira, perto de Autazes.

 

Garimpeiros instalaram centenas de dragas e balsas e após mais de 15 dias e manchetes internacionais sobre o tema, a Polícia Federal (PF), Marinha e Ibama fizeram operação para destruir dragas.

 

Os garimpeiros se dispersam do local, mas alguns continuaram operando de forma ilegal e uma nova operação foi realizada na qual três pessoas foram presas.

 

No total, 131 balsas utilizadas pelos garimpeiros foram apreendidas ou destruídas. A operação foi da PF e realizada com o apoio das Forças Armadas.

 

Política – A volta de velhos caciques

 

 

Está chegando ao fim de 2021 e, durante esse período, acontecimentos polêmicos, investigações, articulações entre partidos, protestos e filiações marcaram o ano e movimentaram o cenário da política brasileira. Tudo isso enquanto o País e o mundo ainda enfrentam as incertezas da pandemia.

 

O governo de Jair Bolsonaro (PL) foi marcado por diversas polêmicas, como a defesa do voto impresso, a abertura de espaço para nomes do Centrão em ministérios-chave, o Orçamento Secreto e embates com o Supremo Tribunal Federal (STF), culminando nos atos antidemocráticos de 7 de setembro, onde atacou magistrados da Corte. Após mudar seu discurso, o chefe do Executivo oficializou seu casamento com o Centrão, se filiando ao PL.

 

Em contrapartida, também influenciando nas eleições que se aproximam, o ex-presidente Lula (PT) voltou a ser elegível, ao ter suas condenações anuladas. Completando o cenário, o ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro, passou a integrar o quadro de pré-candidatos ao se filiar ao Podemos. Desta maneira, num ano pré-eleitoral, o Brasil de 2021 foi palco para costuras políticas que moldarão as eleições em 2022.

 

 

No Amazonas, o cenário não foi diferente. O ex-governador cassado em 2014, José Melo (Pros), voltou aos holofotes da mídia e disse ser candidato nas eleições de 2022 ao cargo de deputado estadual

 

Um outro nome da velha política, Amazonino Mendes (sem partido) tem se planejado para uma nova eleição, cujo o cargo pode ser o Governo do Amazonas.

 

Recuperação de imagem e fortalecimento de ações

 

 

Embora as articulações políticas estejam a todo vapor por políticos sem mandatos e passada a fase mais turbulenta da pandemia do coronavírus, o governador Wilson Lima (PSC) iniciou as articulações políticas de olho na eleição do ano que vem, quando será candidato à reeleição.

 

Novos partidos e aliados passaram a girar na órbita do chefe do Executivo Estadual e, além disso, a máquina do Governo está a todo vapor com ações de sucesso, como o vacinaço na capital e no interior, a economia do estado em crescimento e o maior pacote de investimentos da história do Amazonas – algo em torno de R$ 2,5 bilhões para os próximos 15 meses — que devem turbinar a candidatura de Wilson e fazê-lo chegar forte no pleito de 2022.

 

Vale lembrar que ele sancionou a lei que cria o Auxílio Estadual no valor de R$ 600, divididos em três parcelas, para trabalhadores das áreas do esporte, turismo e cultura, lançou o cartão auxilio estadual permanente de R$ 150 mensais para mais de 300 mil famílias amazonenses, apresentou também o pacote de investimentos de R$ 1 bilhão para a capital e interior para investir nas áreas de educação, saúde e segurança pública, lançou o Prosamin+, com investimentos de R$ 542 milhões em obras de urbanização, novos conjuntos habitacionais e saneamento básico na capital e interior.

 

Porém um dos investimentos mais esperados e aguardados, foi o anúncio, no último dia (15), do pagamento do maior abono de todos os tempos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

 

Ao todo, 32.966 professores da rede pública de ensino serão contemplados com valores de R$ 12.600 para quem trabalha 20 horas semanais, R$ 25.200 para quem leciona em 40 horas semanais e R$ 37.800 para 60 horas semanais trabalhadas.

 

O recurso foi depositado na conta dos profissionais no dia 23 de dezembro, um dia antes da comemoração do Natal e colocou em circulação na economia do estado um total de R$ 482 milhões.

 

Com isso, Wilson Lima segue aumentando o seu arco de alianças para a reeleição do ano que vem. Para quem acha que ele, é carta fora do baralho, vale lembrar que, desde 1986, nenhum governador do Amazonas em exercício do seu pleno mandato (4 anos), jamais perdeu uma reeleição ou deixou de fazer seu sucessor.

 

Ao todo, já são seis partidos diretamente ligados ao governador: PSC, PTB, PRTB, PROS, PP e agora o Podemos, com o PMN e outros partidos na iminência de serem agregados ao time.

 

Aprovação dos manauaras

 

Fotos: Reprodução 

 

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), também não fica para trás. Apesar de ter assumido o comando da capital em um momento turbulento como no aumento dos casos de covid-19, da crise de oxigênio na capital, da maior cheia do Rio Negro e ter tido um orçamento de R$ 600 milhões menor do que em 2020, David conseguiu transformar e reverter as dificuldades e avançou no seu primeiro ano à frente da Prefeitura de Manaus.

 

Estudo realizado pelo Direto ao Ponto Pesquisas entre os dias 17 e 21 de novembro apontou que 77,7% dos moradores de Manaus aprovam a atual gestão da Prefeitura.

 

A alta popularidade de David Almeida tem muito a ver com seu estilo de trabalho. Ele pouco para no gabinete e dá expediente nas ruas da cidade. Ele começa normalmente antes do sol nascer com sua tradicional corrida matinal e na sequência passa a visitar obras e órgãos públicos, sempre conversando e ouvindo a população. Além disso, em sua gestão, a cidade ganhou uma aparência nova, com pinturas nos cruzamentos, iluminação de qualidade e limpeza urbana.

 

Somado a isso, o prefeito de Manaus tem trâmite em todos os grupos políticos do Estado e construiu uma boa relação tanto com o Governo Federal quanto com o estadual, coisa que não acontecia há bastante tempo.

 

E quem tem ganhado com isso é a cidade. Em uma das várias visitas que fez ao presidente Jair Bolsonaro em Brasília, saiu da capital federal com a autorização de investimentos na ordem de R$ 1,1 bilhão e na lábia, ainda conseguiu R$ 150 milhões em emendas dos deputados federais e senadores do Amazonas e mais de R$ 30 milhões com deputados estaduais, além de garantir uma parceria com o governador Wilson Lima que vai colocar nos cofres municipais R$ 580 milhões.

 

Além desse aporte financeiro, David terá para 2022 um orçamento previsto de R$ 7,1 bilhões, ou seja, mais de R$ 1,5 bilhão maior do que esse ano, que ficou na casa dos R$ 5,5 bilhões. Com recursos em mãos, tem tudo para avançar no seu planejamento e melhorar ainda mais a sua aprovação com a população, o que deve aumentar sua capilaridade eleitoral.

 

Esse vislumbre positivo da imagem de David Almeida fez seu braço-direito e secretário de Limpeza Pública, Sabá Reis (PL), dizer em entrevista recente à TV Norte que a popularidade do chefe do Executivo Municipal o coloca como a “noiva” da próxima eleição e que tem sido cortejado por muitos pretensos candidatos e que não deixa de conversar com ninguém, mas só vai falar e decidir sobre alianças partidárias mais para frente.

 

O ano vai chegando ao fim e o que esperar de 2022, que será repleto de eventos, das eleições no Brasil à Copa do Mundo, tudo ainda em cenário de incertezas por conta da pandemia.

 

Lula chega em janeiro com o melhor desempenho em pesquisas, Jair Bolsonaro tenta diminuir a rejeição com o Auxílio Brasil e a retomada do crescimento econômico e o governador Wilson Lima começa a crescer nas pesquisas, encostado no senador Eduardo Braga e diminuindo a diferença contra Amazonino Mendes. Nos dois cenários a disputa segue aberta.

 

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Certeza sobre 2022, apenas uma: as eleições serão duras e hostis em todo o Brasil. Apertem os cintos para o ano que vem.

 

Fonte: Portal direto ao ponto

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