07 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 28/06/2024

Retrocessos globais nos direitos reprodutivos das mulheres

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Foto: Freepik

El Salvador, por exemplo, mantém uma das leis contra o aborto mais restritivas do mundo

Os direitos reprodutivos das mulheres estão sob ameaça em diversas partes do mundo, refletindo um preocupante retrocesso global. O Projeto de Lei 1904/24 no Brasil, conhecido como PL do aborto, é um exemplo claro desse movimento. A proposta equipara o aborto acima de 22 semanas ao crime de homicídio, colocando em risco as conquistas femininas no país.

 

Especialistas da ONU alertam que a crescente onda de conservadorismo e fundamentalismo representa uma ameaça significativa para os direitos reprodutivos. Relatórios indicam que o autoritarismo, crises econômicas e o aumento da desigualdade também são fatores que comprometem essas conquistas essenciais.

 

Nos Estados Unidos, a anulação da histórica decisão Roe vs. Wade pela Suprema Corte em 2022 marcou um retrocesso significativo. Desde então, pelo menos 26 estados implementaram leis que restringem ou proíbem o aborto.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

El Salvador, na América Central, possui uma das leis mais rigorosas do mundo contra o aborto. Mulheres que sofrem abortos espontâneos ou complicações obstétricas podem enfrentar penas de até 30 anos de prisão. Em 2023, a Suprema Corte manteve a proibição total do aborto, mesmo em casos de estupro ou incesto.

 

Malta, na União Europeia, continua a proibir totalmente a interrupção da gravidez. Médicos que realizam abortos enfrentam prisão e a perda da licença médica.

 

Na Itália, apesar do aborto ser legal desde 1978, o acesso é dificultado pela objeção de consciência de muitos médicos. Em 2024, uma lei controversa permitiu o acesso de ativistas pró-vida em clínicas de aborto, provocando protestos.

 

A Hungria, em sua constituição de 2012, declara a proteção da vida desde a concepção. Embora o aborto ainda seja legal em algumas circunstâncias, em 2022, um decreto exigiu que as gestantes ouçam os batimentos cardíacos do feto antes do procedimento, intensificando as restrições.

 

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Estes exemplos sublinham um padrão preocupante de regressão nos direitos reprodutivos, refletindo um cenário global de desafios para as mulheres na luta por autonomia sobre seus corpos.

 

Fonte: com informações do Terra

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