Das mais de 5.500 cidades que participaram do pleito, apenas 45 conseguiram eleger uma maioria de mulheres em suas câmaras. Isso representa menos de 1% do total de municípios, um dado que expõe a desigualdade de gênero persistente na política brasileira.
Em um cenário político onde a representatividade feminina ainda enfrenta grandes desafios, um levantamento recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou dados alarmantes sobre a composição das câmaras de vereadores nas eleições municipais de 2020.
Das mais de 5.500 cidades que participaram do pleito, apenas 45 conseguiram eleger uma maioria de mulheres em suas câmaras. Isso representa menos de 1% do total de municípios, um dado que expõe a desigualdade de gênero persistente na política brasileira.
A análise dos dados revela um padrão interessante: a maioria dos municípios com câmaras majoritariamente femininas têm populações pequenas. Sete em cada dez dessas cidades têm menos de 15.000 habitantes, segundo o censo de 2022 realizado pelo IBGE. Entre as exceções notáveis está Araras, em São Paulo, com uma população superior a 100.000 habitantes, onde seis das 11 cadeiras da câmara de vereadores são ocupadas por mulheres.
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O TSE tem demonstrado um olhar atento para a questão da representatividade feminina no cenário político nacional. As mulheres correspondem a 53% do eleitorado brasileiro, sendo as eleitoras que mais comparecem às urnas. Nas eleições gerais de 2022, a taxa de participação feminina chegou a 80%, enquanto a dos homens ficou em 78%. Esse engajamento é ainda mais evidente entre os mesários e mesárias que trabalharam nas últimas eleições: 68% eram mulheres. Além disso, as mulheres são maioria entre os jovens eleitores de 16 e 17 anos e entre aqueles com mais de 70 anos, grupos para os quais o voto é facultativo.

Esses números destacam a importância da participação feminina não apenas como eleitoras, mas também como agentes ativos no processo eleitoral. O aumento da representatividade feminina nas câmaras de vereadores é crucial para garantir que as políticas públicas reflitam as necessidades e perspectivas de toda a população.
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Apesar dos avanços, o caminho para a igualdade de gênero na política ainda é longo. Iniciativas como as do TSE, que busca incentivar e apoiar a participação feminina, são fundamentais para promover mudanças. Com mais mulheres ocupando cargos de liderança, é possível construir um futuro mais equitativo e inclusivo para o Brasil.
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Fotos: Reprodução/Google
A luta pela representatividade feminina é contínua e exige o compromisso de todos os setores da sociedade. É essencial que se criem políticas públicas e programas que incentivem a participação das mulheres na política, garantindo que elas tenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar e decidir os rumos do país.
Para muitas mulheres, a política ainda é um território hostil, marcado por preconceitos e discriminações. Contudo, cada conquista, por menor que seja, representa um passo importante rumo à igualdade de gênero e à construção de uma democracia verdadeiramente representativa.
Fonte: com informações do Portal Mulher Amazônica
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