05 de Maio de 2026

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Internacional - 05/03/2025

Relatório Secreto de Kissinger: O plano dos EUA para controlar a população Mundial?

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

O documento defende que o controle demográfico nos países em desenvolvimento deve ser uma prioridade da política externa americana.

O Relatório Kissinger (NSSM 200) é um documento estratégico elaborado em 1974 pelo então Secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, a pedido do presidente Richard Nixon. Seu objetivo era analisar o impacto do crescimento populacional global sobre os interesses econômicos e de segurança nacional dos Estados Unidos.

 

O relatório permaneceu classificado como secreto até 1989, quando foi desclassificado e disponibilizado ao público.

 

O que o Relatório Kissinger propõe?

 

O NSSM 200 expressa preocupações com o rápido crescimento populacional em países em desenvolvimento e sugere que isso poderia representar uma ameaça à estabilidade política e econômica global, além de impactar o acesso dos EUA a recursos naturais estratégicos, como petróleo, minérios e alimentos. O documento defende que o controle demográfico nos países em desenvolvimento deve ser uma prioridade da política externa americana.

 

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Para isso, o relatório propõe diversas estratégias, incluindo:

 

 

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• Adoção de políticas de planejamento familiar para reduzir as taxas de natalidade;
• Campanhas de contracepção e esterilização incentivadas por agências internacionais;
• Atuação de organizações como a ONU, UNICEF, CEDAW e IPPF para promover esses programas;
• Envolvimento de líderes locais e governos para incentivar a adesão às medidas de controle populacional.
O relatório também cita países específicos onde o crescimento populacional deveria ser monitorado e reduzido, incluindo Índia, Bangladesh, Paquistão, Indonésia, Tailândia, Filipinas, Turquia, Nigéria, Egito, Etiópia, México, Colômbia e Brasil.

 

Algumas teorias apontam que o NSSM 200 continua influenciando políticas de controle populacional por meio de organizações internacionais. O texto menciona uma possível relação com a chamada “Ideologia de Gênero”, argumento utilizado em debates sobre políticas públicas voltadas para questões de igualdade de gênero e direitos reprodutivos.

 

 

O Diplomata Henry Kissenger

 

Críticos do relatório argumentam que tais políticas refletem um intervencionismo americano disfarçado de assistência humanitária, com o objetivo de manter o domínio sobre recursos naturais de países emergentes. Por outro lado, defensores afirmam que o planejamento familiar é uma necessidade para o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida nas nações em crescimento.

 
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Fotos: Reprodução/Google

 

O Relatório Kissinger permanece um tema de debate geopolítico e social. Para alguns, ele representa uma estratégia de controle global disfarçada de preocupação com o desenvolvimento. Para outros, é um documento que reflete a necessidade de discutir planejamento populacional e seus impactos. O fato é que suas diretrizes continuam influenciando políticas internacionais até os dias de hoje, especialmente no que se refere ao papel de organismos internacionais na promoção de programas de controle de natalidade e planejamento familiar.

 

Portal Mulher Amazônica

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