06 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 08/12/2024

Rebeldes tomam Damasco e declaram fim do regime de Assad

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

O paradeiro de Assad é desconhecido, e a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos

Paradeiro do presidente da Síria, que teria deixado a capital de avião, é desconhecido. Primeiro-ministro sírio se diz disposto a colaborar com os insurgentes, liderados pelo grupo islamista HTS.Numa sequência extraordinária de acontecimentos, insurgentes sírios liderados pelo grupo islamista Organização para a Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham, ou HTS) entraram nas primeiras horas deste domingo, 08/12, na capital da Síria, Damasco, e a declararam "livre" do regime do presidente Bashar al-Assad.

 

O paradeiro de Assad é desconhecido, e a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseada em Londres, divulgou que o presidente sírio deixou o aeroporto da capital num avião particular.A televisão estatal do Irã, ao lado da Rússia uma das principais potências apoiadoras de Assad, também informou que Assad deixou a capital, citando como fonte a emissora catari Al Jazeera.

 

O primeiro-ministro da Síria, Mohamed Ghazi al-Jalali, declarou-se disposto a colaborar com os insurgentes e disse que estende a mão a "qualquer sírio que se interessa pelo país para preservar suas instituições".O líder do HTS, Abu Mohammad al-Jolani (que começou a usar o seu nome verdadeiro, Ahmed al-Chareh), pediu aos insurgentes que não se aproximem das instituições públicas em Damasco e afirmou que elas continuam sob controle do primeiro-ministro sírio até uma "passagem oficial" do poder.

 

Veja também 

 

Guerra na Síria: rebeldes chegam aos arredores de Damasco, e Exército de Assad tenta evitar tomada da capital

Catar fará primeira Cúpula da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, em 2025

 

O comando do Exército da Síria notificou os oficiais neste domingo que o regime de Assad havia chegado ao fim, disse à agência de notícias Reuters um oficial sírio que se disse informado da medida. Mas o Exército sírio divulgou pouco depois que estava continuando as operações contra "grupos terroristas" nas principais cidades de Hama e Homs e na zona rural de Deraa.

 

Os insurgentes também anunciaram controlar a prisão militar de Saydnaya, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Damasco e um dos centros de repressão do regime, onde teriam libertado detentos.Milhares de pessoas se reuniram na praça principal de Damasco, cantando "liberdade", após meio século de governo da família Assad, relataram testemunhas.Ja neste sábado manifestantes saíram às ruas nos subúrbios de Damasco destruindo imagens de Assad e a estátua do pai dele, o ex-presidente Hafez al-Assad, sem serem reprimidos pelas forças de segurança.

 

Fim rápido e surpreendente

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A súbita queda do regime sírio é um final surpreendente para o governo de 50 anos da família Assad, encerrado por uma rápida ofensiva rebelde que atravessou o território controlado pelo governo de norte a sul e entrou na capital em apenas dez dias.Se a queda do regime se confirmar, esse será um duro golpe para os governos da Rússia e do Irã, os dois principais apoiadores de Assad.A ofensiva dos rebeldes teve início na semana passada, com a tomada de Aleppo. Desde então, as linhas de defesa do governo sírio desmoronaram numa velocidade surpreendente e inédita em 13 anos de guerra civil, reavivando um violento conflito que parecia congelado.

 

Neste sábado, as forças de oposição tomaram a cidade central de Homs, a terceira maior da Síria, após ela ser abandonada pelas forças do governo. Os rebeldes já haviam tomado as cidades de Aleppo e Hama, bem como grande parte do sul, na rápida ofensiva que começou em 27 de novembro.Insurgentes afirmam ter tomado conta de praticamente todo o sudeste da Síria em menos de 24 horas.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Em Homs, um militar sírio afirmou à agência de notícias Reuters que dezenas de combatentes da Radwan, a tropa de elite do Hezbollah (braço do regime iraniano no Líbano e aliado de Assad), fugiram da cidade.Homs é lar de uma minoria alauita, grupo étnico-religioso do qual Assad faz parte, e fica próxima à fronteira com o Líbano e o Iraque. Homs fica numa importante interseção entre Damasco e as províncias costeiras de Latakia e Tartus, a base de apoio do líder sírio e onde está uma base naval e aérea russa – o governo de Vladimir Putin é outro aliado importante de Assad. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.