Ela desenvolveu um absorvente íntimo feito de material biodegradável, batizado de Maria.
Menos de 13% dos pedidos de patente do mundo são feitos por mulheres, e a perspectiva é que só chegaremos à paridade de gênero em 2070, de acordo com o Instituto de Propriedade Intelectual do Reino Unido (IPO). Mas, se depender de Rafaella De Bona Gonçalves, de 22 anos, estudante de design de produto, essa porcentagem vai subir mais rápido.
Ela desenvolveu um absorvente íntimo feito de material biodegradável, batizado de Maria. O projeto surgiu durante o TCC do curso de especialização em design — soluções de impacto para o futuro —, que a jovem fez no Centro Europeu, em Curitiba (PR). Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), Rafaella optou por “acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.
Assim, começou a pesquisar a situação dos moradores de rua e deparou com questões que só dizem respeito às mulheres, como a menstruação. Ao se aprofundar no tema, chegou ao termo pobreza menstrual, problema mundial que possui pouca abordagem no Brasil. Segundo Rafaella, por não conseguir comprar absorvente e não ter acesso a água limpa, a maioria utiliza retalhos de tecido, sacolas ou papel higiênico, o que pode causar problemas de saúde e contribui para a desigualdade de gênero.
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“Foi um choque para mim. Nunca havia pensado nessa questão. Decidi, então, que reinventaria o absorvente e tiraria do anonimato essas mulheres”, diz. Inspirada em uma empresa da Índia ela desenvolveu um absorvente interno feito de fibra de banana que se adequa às condições das moradoras de rua.

Fotos: Reprodução/Google
No final de 2019, recebeu um investimento do Instituto Leme para patentear o produto. O projeto lhe rendeu dois prêmios: o alemão iF Design Talent Award e o brasileiro Mude o Mundo Como uma Menina, realizado pela Força Meninas, que, desde 2016, atua na capacitação de liderança feminina.
Fonte: com informações Uol
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