Próximo Pontífice terá papel de orientar a Igreja em uma época de grandes desafios globais
Com a morte do Papa Francisco, o mundo volta os olhos para o Vaticano, onde uma das decisões mais aguardadas da história recente da Igreja Católica está prestes a acontecer: a escolha do próximo Papa.
O Conclave — cerimônia secreta e solene onde os cardeais eleitores definem o novo líder espiritual de mais de 1,3 bilhão de católicos — promete ser um momento decisivo, refletindo os rumos que a Igreja tomará em meio a uma era marcada por conflitos, desigualdades e transformações profundas.
Entre os nomes que despontam como favoritos, figuras influentes de diferentes cantos do planeta se destacam por trajetórias únicas, visões divergentes e estilos de liderança que podem moldar o futuro da fé católica.
Veja também

1. Pietro Parolin (Itália): o diplomata do Vaticano

Secretário de Estado da Santa Sé, Parolin é um dos homens mais poderosos da Cúria Romana. Hábil negociador com experiência em missões delicadas na China, Oriente Médio e América Latina, ele une pragmatismo político à fidelidade institucional. Articulador silencioso, mas estrategicamente implacável.
2. Matteo Zuppi (Itália): o Papa dos pobres?

Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, Zuppi é carismático, progressista e profundamente alinhado ao estilo de Francisco. Representa uma Igreja acolhedora, que dialoga com o mundo e enfrenta de frente temas como imigração e paz. Foi o enviado pessoal do Papa para mediar o conflito na Ucrânia.
3. Pierbattista Pizzaballa (Itália): o patriarca da paz
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Patriarca Latino de Jerusalém, Pizzaballa vive no centro geopolítico e religioso mais explosivo do planeta. Franciscano, constrói pontes entre cristãos, judeus e muçulmanos — e, mesmo em meio ao conflito em Gaza, não hesitou em defender os palestinos. Um símbolo de coragem pastoral e diálogo inter-religioso.
4. Jean-Marc Aveline (França): o herdeiro ideológico de Francisco

Arcebispo de Marselha, nascido na Argélia, Aveline tem sangue multicultural e pensamento aberto. Defensor da integração dos imigrantes e do diálogo com outras religiões, ele é considerado o “mais bergogliano” dos bispos franceses — e favorito entre progressistas.
5. Péter Erdo (Hungria): o conservador do Leste
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Arcebispo de Esztergom-Budapeste, Erdo é símbolo de uma Igreja tradicional, firme na doutrina e combativa na defesa dos valores cristãos. Acadêmico brilhante e profundo conhecedor do direito canônico, é visto como o representante da ala mais conservadora, com forte base no Leste Europeu.
6. José Tolentino de Mendonça (Portugal): o poeta do Vaticano

Prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, Tolentino é teólogo, intelectual e poeta. Com formação refinada e pensamento inovador, representa a voz da espiritualidade contemporânea, comprometido com uma fé dialogante, acessível e profundamente humana.
7. Mario Grech (Malta): o arquiteto do Sínodo
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Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Grech é peça-chave no processo de reforma da Igreja iniciado por Francisco. Com voz forte em temas como escuta, participação e inclusão, é um nome que pode manter viva a “Igreja em saída” defendida pelo Pontífice falecido.
8. Luis Antonio Tagle (Filipinas): o Papa do Sul Global
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Querido por Francisco e com ampla experiência em causas humanitárias, Tagle é um símbolo da expansão da fé católica na Ásia. Ex-presidente da Caritas Internacional, é acessível, sensível e multicultural — um papa que representaria uma guinada definitiva ao Sul Global.
9. Robert Francis Prevost (EUA): o estrategista da hierarquia
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Prefeito do Dicastério para os Bispos, o americano Prevost tem nas mãos o futuro da liderança da Igreja. Ex-missionário no Peru, é discreto, técnico e considerado um nome de consenso entre moderados. Poderoso, mas pouco midiático.
10. Wilton Gregory (EUA): o rosto da representatividade

Primeiro cardeal afro-americano da história da Igreja, o arcebispo de Washington D.C. é defensor da justiça racial, da transparência e do cuidado ambiental. Sua eleição seria histórica — e uma resposta contundente ao clamor por igualdade e reparação.
11. Blase Cupich (EUA): o pastor dos excluídos

Arcebispo de Chicago, Cupich é um progressista convicto. Trabalha por uma Igreja inclusiva e voltada aos marginalizados. Sua firmeza contra o abuso sexual e sua defesa das reformas o colocam como um nome forte entre os que querem continuidade às mudanças de Francisco.
12. Fridolin Ambongo Besungu (RDC): a voz da África
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Arcebispo de Kinshasa, Ambongo representa a força da Igreja africana. Atuante em temas como justiça social e paz, ele encarna a esperança de um pontificado vindo de um continente em plena expansão católica.
13. Leonardo Steiner (Brasil): o cardeal da Amazônia
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Primeiro cardeal amazônico da história, Steiner é o rosto da Igreja que clama pela preservação da floresta e dos povos originários. Alinhado com Francisco, defende uma evangelização encarnada e sensível às urgências ambientais.
14. Sérgio da Rocha (Brasil): o articulador teológico

Fotos: Reprodução/Google
Arcebispo de Salvador e membro do poderoso Conselho de Cardeais, Sérgio da Rocha combina sólida formação teológica, experiência pastoral e influência em Roma. Um nome discreto, mas respeitado nos bastidores.
Fonte: com informações de O Globo
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