04 de Maio de 2026

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Internacional - 23/05/2025

Quem eram os funcionários da embaixada de Israel mortos em Washington

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Foto: Reprodução/Google

A imprensa israelense noticiou que seus nomes completos das vítimas são Yaron Lischinsky e Sarah Milgram.

A embaixada de Israel nos EUA identificou o casal morto a tiros em um ataque em Washington na quarta-feira, 21/5, como Yaron e Sarah. A imprensa israelense noticiou que seus nomes completos são Yaron Lischinsky e Sarah Milgram. Os dois eram funcionários da embaixada de Israel e foram mortos a tiros do lado de fora de um museu judaico no centro de Washington, a capital dos Estados Unidos.

 

O museu estava realizando um evento voltado para ajudar os moradores de Gaza, informou a organizadora da iniciativa à BBC no local. O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, disse que o casal estava prestes a noivar e que o homem havia comprado uma aliança esta semana. As vítimas "estavam no auge de suas vidas", publicou a embaixada no X. "Um terrorista atirou e as matou quando saíam de um evento no Museu Judaico da Capital, em Washington", diz o comunicado. A embaixada afirma que sua equipe está "de coração partido e arrasada" pelo assassinato.

 

"Não há palavras que expressem a profundidade de nossa dor e horror diante desta perda devastadora. Nossos corações estão com suas famílias e a embaixada estará ao seu lado neste momento terrível." Levi Shemtov é um rabino em Washington que conhecia o casal morto a tiros. Ele contou à BBC, que via o casal em eventos judaicos na cidade. Eles eram "pessoas simpáticas, populares", diz ele, e esta é uma "notícia brutal".

 

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Organizações comunitárias judaicas reforçaram sua segurança nos últimos anos, diz ele, e "especialmente depois de 7 de outubro", quando o Hamas atacou Israel, matando cerca de 1,2 mil pessoas e fazendo mais de 250 reféns. O ataque desencadeou uma ofensiva militar israelense massiva em Gaza, que dura até hoje, e que já matou dezenas de milhares de palestinos.

 

"Temos guardas armados nos cultos [das sinagogas] toda semana", diz Shemtov, acrescentando que agora eles aumentarão ainda mais a segurança. Segundo o jornal Times of Israel, Yaron Lischinsky tinha 28 anos e trabalhava no departamento político da Embaixada de Israel em Washington.

 

Ele havia escrito algumas vezes no Times of Israel, e em sua descrição ele dizia ter mestrado em Governo, Diplomacia e Estratégia pela Universidade Reichman e bacharelado em Relações Internacionais pela Universidade Hebraica. Uma página no LinkedIn atribuída a Lischinsky diz: "Acredito fervorosamente na visão delineada nos Acordos de Abraão e acredito que expandir o círculo de paz com nossos vizinhos árabes e buscar a cooperação regional é do interesse do Estado de Israel e do Oriente Médio como um todo. Para tanto, defendo o diálogo inter-religioso e a compreensão intercultural."

 

 

Um suspeito foi detido e identificado pela polícia como Elias Rodriguez, de 30 anos, natural de Chicago. Ele não estava em nenhuma lista de monitoramento das autoridades. Segundo a polícia, ele teria indicado que foi responsável pelo crime. A arma do crime foi encontrada. A polícia conta que o suspeito estava caminhando de um lado para outro na rua fora do prédio do museu, e que ele abordou quatro pessoas. Neste momento, ele disparou contra duas delas.

 

A polícia afirma que ele gritou "libertem a Palestina" após ser detido, e os agentes "investigarão ligações com possível terrorismo". O tiroteio em Washington ocorreu em um momento crítico, em meio às crescentes críticas internacionais à ofensiva militar israelense em Gaza e à rápida deterioração da crise humanitária no país.

 

Em entrevista coletiva na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a crítica feita a Israel por aliados como Reino Unido, França e Canadá. Ele afirmou que Israel estava aberto a um cessar-fogo temporário para permitir o retorno dos reféns mantidos pelo Hamas, mas, caso contrário, prosseguiria com uma intensa campanha para obter o controle total de Gaza.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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Esta semana, em meio a alertas de que a fome está se aproximando, Israel aliviou o bloqueio total de 11 semanas a Gaza, alegando que visava pressionar o Hamas. Dezenas de caminhões de ajuda da ONU já entraram em Gaza, mas isso é apenas uma "gota no oceano" do que é necessário, segundo a ONU.

 

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