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Comportamento - 25/09/2024

Quando as emoções impactam a saúde física: conheça a Síndrome do Coração Partido e como ela acontece

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Foto: Reprodução/Google

Especialistas situam que estresse crônico ? decorrente de traumas, perdas, decepções ou desilusões ? pode afetar a saúde de maneira geral, comprometendo a imunidade e a qualidade de vida

Atire a primeira pedra quem nunca teve o coração partido. Tão doloroso quanto comum, o sentimento acompanha gerações e persiste na ordem dos dias. Seja pelo fim de um relacionamento, de uma amizade ou mesmo pela desilusão diante da família, do trabalho ou da própria vida, ninguém está imune ao sofrimento. É coisa humana.

 

O que talvez poucos saibam é que esse comportamento nomeia algo cada vez mais estudado pela ciência. A Síndrome do Coração Partido ou Cardiomiopatia de Takotsubo é uma condição cardíaca temporária que ocorre geralmente após eventos de forte estresse emocional ou físico. Em suma, está relacionada a como emoções impactam a saúde do corpo.


Dor no peito, falta de ar, sudorese e palpitações são formas de manifestação da síndrome. É semelhante a um ataque cardíaco, mas sem a presença de artérias bloqueadas, como em infartos tradicionais. Acredita-se que o excesso de hormônios do estresse, a exemplo da adrenalina, afeta temporariamente a capacidade de bombeamento do coração.

 

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“Na Psicologia e na Psicanálise, o termo ainda não é amplamente utilizado de forma técnica, pois está mais relacionado ao campo médico. No entanto, a ideia de que as emoções impactam a saúde física é amplamente reconhecida”, situa Mônica Dantas, psicóloga, sexóloga e terapeuta sexual.


Sentir, de fato, desempenha papel vital no corpo. As emoções atuam como um sistema de alarme, ajudando-nos a reagir a situações de perigo, desafio ou oportunidade. Quando sentimos medo, tristeza ou alegria, nosso corpo responde fisiologicamente, liberando hormônios e ativando o sistema nervoso para preparar reações adequadas.

 

No caso de um coração partido, a tristeza e o sofrimento emocional podem nos ensinar muito sobre nossas vulnerabilidades e capacidades de recuperação. “Essas experiências dolorosas nos forçam a olhar para dentro, refletir sobre nossas relações e expectativas, e podem ser um ponto de partida para o autoconhecimento e o crescimento pessoal”.

 

Quais os efeitos de um coração partido?

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Segundo Mônica, um coração partido pode causar série de efeitos emocionais e físicos. Emocionalmente, é capaz de gerar tristeza profunda, ansiedade, desesperança e luto. Fisicamente – como se percebe na Síndrome de Takotsubo – o impacto pode ser severo, levando até a problemas cardíacos temporários.

 

Estresse crônico – decorrente de traumas, perdas, decepções ou desilusões – pode afetar a saúde de maneira geral, comprometendo a imunidade e a qualidade de vida. Embora com os efeitos tão claros, ainda são muito subjetivos os motivos pelos quais um coração pode se “partir”. Perdas significativas ou até o fracasso em um projeto podem gerar essa dor intensa.

 

“Na Psicologia, entende-se que ‘coração partido’ não é apenas uma metáfora. Ele pode ser devastador para o psiquismo humano”, compreende Mônica, em sintonia com outra estudiosa, a psicóloga clínica especialista em psicoterapias de terceira geração e professora de no Instituto Fratelli, Angélica Lacerda.

 

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Para esta, quando a dor do término chega, muitas vezes queremos encontrar atalhos – seja enviando aquela última mensagem ou revisitando memórias. Contudo, essa é uma tentativa de evitar a dor em vez de atravessá-la. Mandar mensagem ou tentar reviver o passado pode dar uma sensação temporária de controle, mas no fundo, prolonga o sofrimento.

 

“O importante é entender que não há atalhos para superar a dor. Enfrentar o que foi perdido, sentir a tristeza, o luto e até a raiva, é necessário para seguir em frente. Psicologicamente, tentar evitar esses sentimentos cria um ciclo de dependência emocional. A ciência nos ensina que, quando evitamos situações difíceis, acabamos prolongando o sofrimento. Viver o luto emocional sem evitar a dor é um passo essencial para a recuperação”.

 

Fonte: com informações do Portal Uol

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