06 de Maio de 2026

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Educação - 29/11/2024

Projetos de escolas estaduais do Amazonas são destaques regionais na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente 2024

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Foto: Divulgação / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Projetos de ciências desenvolvidos em escolas da capital e do interior do estado receberam medalhas durante cerimônia realizada no Rio de Janeiro

Dois projetos de ciências de Escolas Estaduais do Amazonas foram premiados com medalhas e troféus durante a cerimônia de premiação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente 2024, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Castelo Mourisco, sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

 

A olimpíada tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de projetos educativos voltados para os temas Saúde e Meio Ambiente, capacitando professores e estimulando estudantes a seguirem carreiras científicas. Promovida pela Fiocruz bienalmente, o projeto educacional é voltado para estudantes e professores da Educação Básica, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

Representando o interior do estado, o projeto “Jaci - Indicador da Saúde da Mulher”, da Escola Estadual (EE) Nossa Senhora de Nazaré, localizada no município de Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus), foi o grande vencedor da categoria “Projeto de Ciências” do Ensino Médio da Região Norte.

 

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 Professor Gelileu Pires e a aluna Rillary Izabelli

 

O projeto é uma iniciativa de inovação e alinha a redução das desigualdades com saúde e bem-estar. O objetivo é tentar solucionar problemas relacionados à pobreza menstrual no ambiente escolar por meio de soluções acessíveis e educativas.Orientadas pelo professor Galileu Pires, que leciona a disciplina de Biologia, e co-orientadas pelo professor de Química, Alessandro Couto, as alunas pesquisadoras realizaram palestras educativas na escola abordando a saúde menstrual, e desenvolveram um protótipo de dispenser automatizado, feito com MDF e Arduíno Uno, que disponibilizará absorventes gratuitos nos banheiros de escolas públicas.

 

“O projeto estimula outras alunas a empoderar e trabalhar em projetos científicos de relevância, aplicando o conhecimento adquirido em sala de aula, como em Biologia, Física, Química, Sociologia e até a Língua Portuguesa, por meio da escrita de artigos”, ressaltou o professor Galileu.

 

Além disso, a equipe também desenvolveu um absorvente com fitas leitoras de PH, que funciona como uma alternativa para a prevenção de infecções e doenças, e um site onde todas as informações e as pesquisas ficarão disponíveis para consultas. O absorvente produzido pelas pesquisadoras é o único absorvente do mundo que monitora a saúde da mulher.

 

 

“A parte teórica que aprendi em sala de aula pude colocar no desenvolvimento do projeto e, a partir disso, tive um desenvolvimento educacional muito significativo”, declarou a aluna Rillary Izabelli, que representou o grupo durante a cerimônia no Rio de Janeiro.Agora, a expectativa é de vitória em outras competições, onde o projeto também é finalista, como a Solve For Tomorrow Brasil, realizada pela Samsung, e a Feira Stem Brasil 2024.

 

Horta medicinal na escola

 

Fotos: Divulgação / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar


Representando Manaus, o projeto “Farmácia da Amazônia na Escola: empoderando mulheres e meninas através do cultivo da horta medicinal sustentável com plantas amazônicas e reaproveitamento dos descartes efluentes”, da Escola Estadual (EE) Marechal Hermes, localizada no bairro Nova Esperança, zona oeste de Manaus, foi o vencedor da categoria “Projeto de Ciências” do Ensino Fundamental da Região Norte.

 

Esse é o segundo ano seguido em que a escola é reconhecida pela Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, levando alunos e professores para serem premiados em outro estado. Ao voltar da viagem, os alunos trazem não apenas o reconhecimento, mas também uma nova visão do que querem para o próprio futuro.“Nós acreditamos que a Educação Básica, junto com a iniciação científica, faz a diferença na questão do ensino, da aprendizagem, e, principalmente, na questão de perspectiva de futuro”, ressaltou a gestora da unidade escolar, Rosineide Melo.

 

Orientado pela professora Josivânia Sena, que leciona a disciplina de Química, o projeto uniu a comunidade escolar por meio da criação de uma horta com plantas medicinais, com o objetivo de resgatar o conhecimento empírico adquirido com os povos originários. As mudas de plantas presentes na horta foram trazidas por meio de doações da comunidade, e os alunos pesquisadores produziram um “Guia Botânico” com o nome e a descrição das plantas, além de receitas de alguns chás que as utilizam como ingredientes.Representando a unidade escolar, a professora Josivânia Sena e a aluna pesquisadora Ana Beatriz dos Santos participaram da cerimônia de premiação no Rio de Janeiro.

 

Sobre a Olimpíada

 

 
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Criada em 2001, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) tem como objetivo principal aproximar professores e estudantes da ciência e tecnologia, e incentivá-los a refletirem criticamente sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação e a cidadania. 

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