Memória. Afetos. Essas são algumas das palavras em torno das quais o projeto ?Outras Manau(s)?, do artista Francisco Rider, irá discutir a relação entre a capital amazonense e seu patrimônio histórico e cultural.
Tempo.Memória. Afetos. Essas são algumas das palavras em torno das quais o projeto ‘Outras Manau(s)’, do artista Francisco Rider, irá discutir a relação entre a capital amazonense e seu patrimônio histórico e cultural. A partir desta quinta-feira, dia 2, uma série de encontros debate arte urbana, corpo e direito à cidade a partir de registros da performance ‘Reservoir’. A atividade será feita de forma online, no canal do projeto Intercidade, no Youtube, sempre das 19h às 20h30 (horário de Manaus).
O projeto foi aprovado no edital Conexões Culturais, da Manauscult, na edição de 2019, inicialmente pensado para circular os bairros da cidade de forma presencial, mas devido à pandemia de convid-19 precisou ser adiado. Agora, ainda sob os efeitos da pandemia, o projeto tem uma proposta híbrida: Francisco Rider visitou cerca de 15 lugares na cidade com a performance ‘Reservoir’ e a partir dessa semana os registros da performance serão base para reflexões online com diversos convidados.
Os locais escolhidos para a performance, além de refletirem as transformações de Manaus, conectam-se com memórias afetivas de Francisco Rider. São locais como os antigos balneários Ponte da Bolívia e igarapé do Parque 10, a ponte do São Raimundo, o Parque Amazonense, dentre outros. Para Rider, já durante o registro das performances as reflexões foram surgindo: “Lá na área que antes do shopping Manauara era uma espécie de reservatório natural ecológico, com buritizais, floresta, animais silvestres e igarapés, hoje é totalmente concreto. O que restou? Poucas árvores para o fetiche do turismo hegemônico…”.
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A cada registro um recorte temático para debate com os convidados. Participam dos debates, como mediadores, os artistas e pensadores: Sebastião Alves, Michelle Andrews, Turenko Beça, Gabriel Andrade, Otoni Mesquita e Valdemir Oliveira.
As Atividades ocorrerão no Canal do Intercidade (youTube): https://bit.ly/Intercidade
Programação:
Dia - 1.
02/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão:
Outras Manaus? Mediação: Sebastião Alves.
Dia - 2.
03/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão:
Arte Urbana em Manaus/Direito ao uso da Cidade pelos (as) Artistas Manauaras? Mediação: Michelle Andrews.
Dia - 3.
04/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão:
Grafite no Corpo Cidade de Manaus. Mediação: Turenko Beça.
Dia 4.
06/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão: Manaus Invisível/Manaus Soterrada. Mediação: Gabriel Andrade.
Dia 5.
08/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão:
Cidade de Manaus/Arte e Espaço Urbano. Mediação: Otoni Mesquita.
Dia 6.
10/12. 19h às 20h30. Performance: Reservoir, de Francisco Rider.
Discussão: Cidade Corpo-Manaus/Corpo-Performer. Mediação: Valdemir Oliveira.
Sobre os mediadores e colaboradores
Michelle Andrews: feminista, ativista do movimento negro e da cultura, defensora dos Direitos Humanos, produtora cultural há mais de uma década, fundou o coletivo de audiovisual Difusão e foi candidata a Deputada Estadual pelo PSOL. Andrews fez a sua entrada na política partidária através do Coletivo Rosa Zumbi no PSOL/AM. Para ela a construção coletiva de um mandato é fundamental, bem como trazer a juventude para as discussões políticas e fomentar o cenário cultural a este cenário. A candidata tem como pautas a luta pela preservação da Amazônia, a diversidade dentro do congresso, a equidade de gênero e os direitos das mulheres e da população negra.

FranciscoRider: Nasci em Manaus (AM), e há 41 anos venho atuando nas artes cênicas e artes visuais contemporâneas, em que realizo um diálogo entre corpo performer/performance, dança, teatro e artes visuais em lugares e contextos das cidades, não tradicionais e/ou caixa cênica tradicional. Vivi e atuei artisticamente no Rio de Janeiro (1987-1989); São Paulo (1990-1996); e Nova York (1996-2006). Há 12 anos retornei para Manaus, onde sou um Artista e Gestor Cultural autônomo.
Considero-me Artista Pesquisador desde criança e sou Mestre em Letras e Artes pelo Programa de Pós Graduação em Letras e Artes da Universidade do Estado do Amazonas (PPGLA-UEA Fapeam), e especialista em Gestão Cultural, Cultura e Desenvolvimento pelo Senac-São Paulo. Realizei aperfeiçoamento artístico na Organização Movement Research (1996- 98-Nova IorqueEUA), com uma bolsa do programa APARTES da CAPES do Ministério da Educação e Cultura do Brasil, com foco na Performance Art, Estudos Somáticos, Processos de Criação, Dança Pós-Moderna Norte-Americana, Contact Improvisation, e Improvisação como Arte Performativa. Criei a obra Reservoir, selecionada e apresentanda na Judson Memoria Church, berço do movimento artístico Judson Dance Theater (Nova Iorque2002-EUA).
Com essa performance fui premiado com o Prêmio Manaus de Artes Visuais 2014 da Fundação Manauscult. Na cidade de Nova York (EUA), mostrei minhas criações em espaços reconhecidos internacionalmente por se dedicarem às artes cênicas contemporâneas como: Performance Space 122 (PS122); Dixon Place; Saint Mark’s Church/Danspace; Judson Memorial Church; The Kitchen Center for Video, Music and Performance; e Here Center of Art, entre outros. Minha obra BloCorpo, foi premiada com o Rumos Itaú Cultural Processos 2009/10 (SP). Fui artista premiado pelo extinto MINC/Funarte. Sou cocriador do site Pitiú Textual das Artes. Fui premiado em diversas edições do Prêmio Funarte Klauss Vianna, Proarte/SEC, Conexões Culturais Fundação Manauscult e em 2009/10 pelo Rumos Itaú Cultural de São Paulo.

EvanyNascimento (Intercidade): Doutora em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio (2014). Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (2003). Especialista em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Amazonas (2001). Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal do Amazonas (1999). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Artística e Metodologias do Ensino. Realiza pesquisa, consultoria e oficinas nas áreas de arte-educação, memória e patrimônio, história da arte, metodologia (pesquisa/estudo) e design urbano. Professora da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas - UEA.

Sebastião Alves: Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPSCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Especialista em Planejamento Estratégico e Design, Propaganda e Marketing, assim como, tem graduação em Comunicação Social pela mesma Universidade, em 1999. Atualmente, funcionário público, lotado na Assessoria de Comunicação da Ufam. Atuou no magistério junto a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC/AM) e pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC/AM) e bolsista pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
Executou serviços de curadoria na organização de exposição e seminários. Desenvolve trabalhos na área de Artes, com ênfase em Artes Visuais, com apresentação de seus trabalhos em exposição. Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia 2016 – 2018 Universidade
Federal do Amazonas. Título: Arte Performance: uma análise na obra Reservoir de Francisco Rider. Ano de Obtenção: 2018. Orientador: Porf. Dr. Michel Justamand. Graduação em Comunicação Social - 1993 – 1999. Universidade Federal do Amazonas. Título: Fanzine
e Rock'Rol. Orientador: Prof. Dr. Narciso Lobo.

Gabriel Andrade: Mestre em Ciências da Comunicação da UFAM (2018 - 2020), com a dissertação Praça da Saudade: camadas de sentimentos soterrados, sob a orientação da Profa. Dra. Mirna Feitoza. Formado em Design (2017), pela Universidade Federal do Amazonas. Assessor de Comunicação do Parque Cidade da Criança (2018). Idealizador juntamente com Maria Moraes, Paulo Maciel, Mariah Brandt e Ayla Viana do projeto "Contos de Vida e Norte", campanha audiovisual premiada pela SaferNet Brasil através do laboratório de contra narrativas SaferLab em parceria com a Google e UNICEF (2019). Atualmente, trabalha com fotografia, captação de imagem e áudio para redes sociais, sinalização, material gráfico impresso, posts para redes sociais, formatos de imagem digital, publicações editoriais (livro, revista, cartilha), concepção de campanhas e comunicação visual em geral.
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