Os docentes criticam a proposta por aumentar sete anos do tempo de contribuição das mulheres e cinco anos dos homens
A representante do Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), professora Elma Sampaio, informou na quarta-feira, 5, que a greve será deflagrada na sexta-feira, 7. Segundo ela, a greve será uma forma de demonstrar que os docentes não estão satisfeitos com a aprovação, em primeiro turno, da Reforma da Previdência, que aumenta em sete anos o tempo de contribuição para a aposentadoria das mulheres e em cinco para os homens.
“Nós estamos totalmente desiludidos, nos sentindo traídos, porque essa casa tramitou na surdina, votou sem dar espaço para mobilizarmos os trabalhadores da educação. Nós vamos ter que fazer a greve. Já estava dito que, se esse PL passasse, iríamos deflagrar a greve. A deflagração vai ocorrer sexta-feira, dia 7, na Praça da Polícia. E a culpa é do prefeito", disse.
A Reforma da Previdência aconteceu nesta quarta-feira (5), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), após discussões entre os vereadores. O projeto recebeu apenas 9 votos contrários, sendo aceito pela maioria, com 31 votos favoráveis e uma ausência, do vereador preso Rosinaldo Bual (Agir). Sampaio criticou a forma como o projeto foi aprovado, afirmando que não há vantagens aos educadores.
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Foto: Reprodução/Google
“Para as professoras, nós vamos ter que nos aposentar agora a partir dos 57 anos, sendo que, antes desse PL ser aprovado, podíamos nos aposentar com 50 anos de idade e 25 de contribuição. Aumentará em 7 anos. Para os homens, aumentou em 5 anos. Antes, se aposentavam com 55 anos e 30 de contribuição; agora precisarão de 60 anos", afirmou.
A professora disse que a medida é prejudicial à saúde dos professores, que adoecem mentalmente com muitas turmas e carga horária em sala de aula. “O sonho de aposentadoria dos professores está sendo destruído. As salas de aula estão superlotadas, sem condições mínimas para oferecer educação de qualidade. Os professores estão adoentados, física e emocionalmente, e, com esse projeto aprovado, mais professores irão adoecer".
Fonte: com informações Acrítica
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