01 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 09/10/2025

Professora Jacqueline diz que seguirá com foco na defesa das mulheres e professores na Aleam

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Foto: Reprodução/Google

A vereadora também lamentou que, com sua saída, haverá redução do número de mulheres na CMM

A vereadora Professora Jacqueline (União) confirmou sua ida à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), assim que a deputada Joana Darc for empossada na Secretaria de Proteção Animal. Jacqueline disse que continuará com as mesmas bandeiras que defende na Câmara Municipal de Manaus (CMM), mas lamenta que, com sua saída, haverá uma redução ainda maior do número de mulheres na Casa.

 

“Ontem eu estive conversando com a deputada Joana Darc. Ela está licenciada agora e vai tomar posse no cargo de secretária executiva da Secretaria dos Animais. Então, a partir da posse dela, que eu posso ir para a Assembleia. Já está em tratativa, a gente está só esperando o trâmite legal, o devido processo administrativo e, a partir daí, é uma certeza que irei”, informou.

 

Ela ressaltou que a causa das mulheres e a luta dos professores continuarão sendo suas pautas. “As mesmas bandeiras que a gente tem aqui, eu irei levar pra lá. Em defesa da mulher, a gente vai continuar com essa luta, trabalhar com relação à categoria de professores. A gente precisa levar essa pauta para a discussão, ver o que a gente pode avançar, porque são seis meses, no máximo. A gente tem que ter muita consciência de que, em seis meses, não se pode resolver problemas ou necessidades acumuladas historicamente.”

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Quanto à sua vaga na Casa Legislativa, Professora Jacqueline afirmou que o nome cotado para assumir sua cadeira na CMM é Amauri Protetor, já que o primeiro suplente, Caio André, está no cargo de secretário de Cultura do Estado.“Tudo indica, pode mudar, mas hoje, até onde eu posso confirmar, seria o Amauri. Porque o secretário Caio já está na secretaria, mas ele tem que tomar posse e licenciar novamente. E daí entra o Amauri Protetor dos Animais”, afirmou.

 

A vereadora, que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, lamentou a redução da participação feminina no parlamento com a sua saída. A CMM, que já entrou em 2025 com uma mulher a menos, após a derrota da ex-vereadora Glória Carrate (PSB), ficou somente com três mulheres e, agora, serão somente duas: as vereadoras Thaysa Lippy (PRD) e Yomara Lins (Pode).

 

“A gente lamenta. Na verdade, nós somos um percentual de 53% de eleitoras, mas nós não temos mulher aqui porque as mulheres não estão votando nas mulheres. Essa questão da crença de que a gente gosta de cuidar da casa, que a gente é a zeladora da casa, da família, a cuidadora efetivamente, mas que a gente não pode estar na política”, informou.

 
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Professora Jacqueline destacou que a luta feminina precisa estar focada em desconstruir as ideias machistas que impedem a presença feminina no parlamento. “Temos que desconstruir esse mito (de que mulher tem local nos afazeres de casa). A gente pode fazer diferença, pode fazer políticas públicas, pode trazer aqui ações afirmativas para as mulheres, fazer a proteção e a defesa das mulheres. Precisamos começar a acreditar no potencial da mulher como parlamentar, como representante de outras mulheres, porque uma mulher dá a mão para a outra, e precisamos entender que, enquanto a gente não tiver representatividade no espaço legislativo ou executivo também, a gente não tem força de decisão, não tem voz. A nossa voz é o parlamento. Então, lamento pela redução.” 

 

Fonte: com informações Acrítica

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