04 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Geral - 26/07/2025

Praça dos Três Poderes é interditada para visitação após decisão de Moraes

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Polícia Militar reforça segurança e fecha acesso ao principal ponto turístico institucional de Brasília. Acesso ao restaurante Casa de Chá também foi fechado

A Praça dos Três Poderes, um dos cartões-postais mais emblemáticos de Brasília, amanheceu fechada neste sábado, 6/7, para visitação pública. A Polícia Militar do Distrito Federal instalou grades de contenção e bloqueou os acessos aos prédios do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional.

 

Foram instaladas grades de ferro e barreiras ao longo de toda a praça, bem como nos perímetros dos edifícios dos três poderes, visando impedir a circulação de manifestantes e a montagem de acampamentos, como o iniciado pelo deputado bolsonarista Hélio Lopes (PL-RJ) na sexta-feira, 25/7. O trânsito segue liberado na área.

 

Como consequência, a Casa de Chá, cafeteria e centro de atendimento ao turista projetada por Oscar Niemeyer, localizado no subsolo da praça, também foi fechada ao público neste sábado. Até o meio-dia, não havia previsão de reabertura do espaço aos visitantes.

 

Veja também

 

Prêmio acumulado em R$ 42 milhões: Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 42 milhões

Governo do Amazonas apresenta soluções de moradia definitivas às famílias do Monte Horebe

 

Presença de deputado motivou alerta

 

 

A medida cumpre determinação do ministro Alexandre de Moraes, que ordenou a retirada imediata de qualquer tipo de acampamento em áreas institucionais da capital. A decisão veio após o deputado federal Hélio Lopes, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, montar uma barraca em frente ao STF na tarde de sexta-feira, em ato simbólico com outros parlamentares da base bolsonarista, especialmente o Coronel Chrisóstomo (PL-RO).

 

"A Praça dos Três Poderes é área de segurança e não será permitido que, apoiadores de diversos réus, que estão sendo processados e serão julgados no segundo semestre desse ano pelo Supremo Tribunal Federal, organizem novos acampamentos ilegais para coagir os ministros de nossa Suprema Corte, na tentativa de obstrução à Justiça", escreveu Moraes na decisão.

 

O parlamentar também informou por meio da internet que, apesar de estar em uma manifestação pacífica, foi convidado a se retirar do local pelo Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Torres Avelar. "Respeitosamente, informo: não sairemos", publicou Lopes. Na decisão, o ministro lembrou os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “É vedada qualquer ocupação ou obstrução da Praça dos Três Poderes. A tentativa de repetir os acampamentos golpistas que antecederam os ataques de 8 de janeiro exige uma reação proporcional do Estado”, disse na decisão.

 

O grupo chegou ao local no fim da tarde, mas desmontou o acampamento na madrugada, após negociação com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Nas redes sociais, Hélio Lopes, também conhecido como Hélio do Bolsonaro, publicou imagens do acampamento. Durante a permanência no local, o parlamentar manteve uma fita adesiva nos lábios e alegou que estava sob "jejum de palavras".

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Além da desocupação imediata, a decisão de Moraes proíbe novas mobilizações em um raio de até 1 km da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e de quartéis das Forças Armadas. O descumprimento da medida pode levar à prisão por desobediência ou resistência. A região é considerada um símbolo da democracia brasileira e importante ponto turístico pela arquitetura e representatividade institucional. Ainda não há previsão de reabertura da praça para visitação.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.