Ele enfrentava problemas de saúde há anos, incluindo Parkinson, sequelas de um AVC sofrido em 2021 e complicações cardíacas.
Faleceu no sábado, 30 de agosto, o renomado escritor e cronista brasileiro Luiz Fernando Verissimo, aos 88 anos, em Porto Alegre (RS), após ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento. Ele enfrentava problemas de saúde há anos, incluindo Parkinson, sequelas de um AVC sofrido em 2021 e complicações cardíacas.
Uma vida de múltiplos talentos
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• Nascimento: Luiz Fernando Verissimo nasceu em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936. Era filho do consagrado escritor Érico Verissimo e de Mafalda Verissimo.
• Infância e formação nos EUA: Passou parte da infância e adolescência nos Estados Unidos, onde estudou em cidades como San Francisco, Los Angeles e na Roosevelt High School, em Washington, e descobriu sua paixão pela música e pelo jazz.
• Início da carreira: Retornou ao Brasil trabalhando no setor de arte da Editora Globo, em Porto Alegre. Em 1962, mudou-se ao Rio de Janeiro, onde atuou como tradutor e redator na Câmara de Comércio Americana, e conheceu sua futura esposa, Lúcia Helena Massa. O casal teve três filhos: Fernanda, Mariana e Pedro.
• Jornalismo e crônicas: Em 1967, foi revisor no Zero Hora, texto cronísticas até conquistar sua coluna. Atuou como redator na Folha da Manhã (1970-1975) e escreveu para jornais de grande circulação como “O Estado de S. Paulo”, “O Globo” e “Jornal do Brasil”.
Obras emblemáticas e estilo marcante
• Bibliografia: Publicou mais de 80 livros, entre romances, contos e coletâneas de crônicas — vendidos e traduzidos internacionalmente.
• Criações memoráveis:
• O Analista de Bagé (1981): Psicanalista gaúcho com métodos nada ortodoxos; personagem icônico adaptado para quadrinhos e teatro.
• Ed Mort e Outras Histórias (1979): Paródia de um detetive estilo Sherlock Holmes, famoso por seu humor sutil.
• A Velhinha de Taubaté, As Mentiras que os Homens Contam, Comédias da Vida Privada, O Jardim do Diabo, Gula – O Clube dos Anjos,
Comédias Para Se Ler na Escola, Estrias, Banquete com os Deuses, Os Espiões, entre outros.
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• Reconhecimento e sucesso: Em 2003, “Clube dos Anjos” (em inglês “The Club of Angels”) foi considerado um dos 25 melhores livros do ano pela New York Public Library; ganhou prêmios como Juca Pato e foi eleito “Intelectual do Ano” pela União Brasileira de Escritores em 1997.
• Outras facetas: Além de escritor, era músico — saxofonista e integrante do grupo “Jazz 6” — cartunista, tradutor, roteirista, dramaturgo, publicitário e revisor.
Problemáticas de saúde e legado
• Nos últimos anos, Verissimo enfrentou uma série de problemas de saúde graves:
• Câncer na mandíbula (2020).
• Acidente Vascular Cerebral (AVC), em janeiro de 2021 — afetou a cognição e a fala, e gerou curiosidades como fazê-lo se expressar mais facilmente em inglês.
• Implante de marcapasso em 2022.
• Doença de Parkinson e problemas cardíacos crônicos.
• Foi internado em meados de agosto de 2025 com uma pneumonia e permaneceu em estado grave na UTI do Hospital Moinhos de Vento até seu falecimento.
Um retrato de sua importância
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Fotos: Reprodução/Google
Luiz Fernando Verissimo construiu uma obra que unia sagacidade, leveza e pensamento crítico. Seu humor refinado e sua capacidade de eternizar o cotidiano brasileiro fizeram dele uma figura querida entre leitores de diferentes gerações. Com personagens que se tornaram parte da cultura popular, Verissimo ajudou a moldar a crônica contemporânea, transformando o cotidiano em literatura com elegância e irreverência.
A partida de Luiz Fernando Verissimo não representa apenas a perda de um escritor, mas de uma voz que marcou a literatura, o jornalismo e a cultura brasileira. Sua escrita leve, irônica e profundamente humana atravessou gerações, ensinando que o humor pode ser um caminho para compreender a vida em toda a sua complexidade.
Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, juntamente com toda a equipe, manifesta solidariedade aos familiares, amigos e leitores, expressando profundo pesar pela partida desse grande ícone da literatura brasileira. Que sua obra permaneça como um legado vivo, capaz de inspirar futuras gerações a refletir, sorrir e encontrar sentido nas delicadezas do cotidiano.
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