A proposta visa garantir um suporte estruturado desde o atendimento inicial nas delegacias até a orientação processual
Foi aprovado o Projeto de Lei 4381/23, que estabelece um acompanhamento especializado para mulheres que solicitam medidas protetivas. A proposta visa garantir um suporte estruturado desde o atendimento inicial nas delegacias até a orientação processual, proporcionando maior segurança e assistência às vítimas.
O projeto foi desenvolvido em colaboração com diversas organizações, entre elas a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). A deputada Juliana Cardoso foi a relatora do PL, que teve sua leitura conduzida pela deputada Jack Rocha. Além disso, o PL 4381/23 faz história ao ser o primeiro Projeto de Lei traduzido para uma língua indígena, demonstrando um avanço significativo na inclusão de povos originários nas políticas públicas.
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Apesar da existência da Lei Maria da Penha, que combate a violência doméstica e de gênero, mulheres indígenas enfrentam desafios específicos. Além das agressões físicas e psicológicas, elas são frequentemente alvo de violência política, principalmente devido ao seu papel na defesa dos territórios e da Mãe Terra.
A aprovação do PL 4381/23 representa um passo importante para assegurar que essas mulheres tenham acesso a um suporte especializado e culturalmente adequado, fortalecendo suas redes de proteção e ampliando o alcance da justiça. A implementação desse projeto poderá contribuir para a redução da vulnerabilidade dessas mulheres, promovendo um sistema mais inclusivo e eficiente no combate à violência de gênero, especialmente em contextos indígenas.
O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast, idealizados por Maria Santana, seguem comprometidos com a defesa dos direitos das mulheres, independentemente de raça ou etnia. O projeto tem sido um importante espaço de amplificação de vozes femininas na Amazônia, trazendo debates essenciais sobre os desafios enfrentados pelas mulheres indígenas e de outras comunidades tradicionais.
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Fotos: Reprodução/Google
A luta pela equidade e justiça social continua, e iniciativas como essa reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir um futuro mais seguro e digno para todas as mulheres.
Fonte: Portal Mulher Amazônica
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