06 de Maio de 2026

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Economia - 02/12/2024

PIB cresce, mas pode perder ritmo após anúncio de pacote fiscal

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Foto: Reprodução/Google

Consenso entre especialistas é de que a atividade deverá continuar aquecida no 3º trimestre do ano, porém, com as perspectivas de uma política monetária mais apertada, a velocidade de expansão vai diminuir

Após dias tensos no mercado financeiro, com disparada do dólar e queda na Bolsa, a nova semana começa com a expectativa do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2024, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã, às 9h. Analistas ouvidos pelo Correio preveem uma taxa de crescimento da atividade econômica na margem (em relação ao trimestre anterior) variando entre 0,6% e 1%, o que, se comparado com o avanço de 1,4% entre abril e junho, na mesma base de comparação, deverá confirmar a tendência de desaceleração.

 

Especialistas reconhecem uma expectativa de alta mais acelerada dos juros daqui para frente. O consenso nesse sentido está se formando após a frustração do mercado com o pacote de gastos de R$ 70 bilhões em dois anos anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, juntamente com a perspectiva de renúncia fiscal com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil.

 

Os cálculos dos analistas indicam que, além de ser insuficiente para equilibrar as contas, o impacto das propostas não deve atingir o valor previsto até 2026. Não à toa, o dólar disparou e ultrapassou R$ 6 pela primeira vez na história do Plano Real, piorando as perspectivas para a inflação para mais de 5% neste ano, o que vai exigir mais aperto da política monetária do Banco Central. As projeções para a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 11,25% anuais, estão subindo para algo entre 14% e 15% ao ano, para o fim do atual ciclo de aperto monetário.

 

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A maioria das apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) espera nova aceleração no ritmo de aumento da Selic, de 0,5 ponto para 0,75 ponto ou até mesmo 1,0 ponto percentual. A perspectiva de juros básicos mais elevados deve frear o avanço do PIB nos próximos trimestres, o que vem fazendo com que as projeções dos próximos anos fiquem abaixo de 2%, após expansão acima de 3% neste ano.

 

"É triste dizer que o PIB vai ter que desacelerar, porque o Banco Central vai ter que acelerar a alta de juros. A política econômica do governo é estimulativa não devendo, portanto, reduzir os gastos, especialmente em 2026, que é um ano eleitoral", explica a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre). A projeção atual do Ibre é de uma alta de 0,7% no PIB do terceiro trimestre, mas a especialista reconhece que o viés é de alta, e a taxa pode chegar a 1%.

 

Foto: Reprodução

 

O economista da XP Investimentos Rodolfo Margato reconhece que, apesar de a mediana das estimativas do mercado para o crescimento do PIB do terceiro trimestre estarem entre 0,8% e 0,9%, com as projeções variando entre 0,6% a 1,1%, uma surpresa ainda segue no radar dos especialistas. "No segundo trimestre deste ano, a mediana das apostas do mercado estava entre 0,9% e 1%, e o PIB cresceu 1,4%. Não podemos descartar uma surpresa com o que temos observado. Dá para afirmar que o PIB vai ter um desempenho sólido na maioria dos componentes", explica.

 
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Na avaliação de Silvia Matos, o PIB vai desacelerar. Apesar de as projeções de inflação caminharem para 5,1% neste ano, e continuarem acima do teto da meta de 4,5% no ano seguinte, a política monetária não deverá ser muito restritiva para que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) convirja para o centro da meta, de 3%, no próximo ano.

 

Fonte: com informações Correio Braziliense
 

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