A Polícia Federal (PF) indiciou, na sexta-feira, 8 , o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo...
A Polícia Federal ( PF ) indiciou, na sexta-feira, 8 , o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) pelo crime de uso de documento falso. O influenciador postou nas redes sociais, na véspera do primeiro turno das eleições de 2020, um laudo que apontava falsamente o uso de cocaína pelo adversário político Guilherme Boulos (PSol). O documento foi posteriormente comprovado como falso pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo.
Marçal prestou depoimento por aproximadamente três horas na Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada na zona oeste da capital paulista. Durante a oitiva, ele negou qualquer envolvimento direto no caso e alegou que o material foi postado por integrantes de sua equipe.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal e aberta após uma notícia-crime apresentada pelo PSol, tramita no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Uma perícia realizada pela Polícia Técnico-Científica do estado confirmou a falsidade do atestado médico divulgado por Marçal. Segundo o laudo pericial, “é falsa a imagem da assinatura em nome do médico ‘José Roberto de Souza’” que consta no documento, pois não apresenta as mesmas características gráficas dos padrões oficiais.
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Foto: Reprodução/Google
Os peritos Nicia Harumi Koga, Marina Milanello do Amaral Pais e Raphael Parisotto concluíram que a assinatura questionada diverge da original quanto à qualidade de traçado e à velocidade de execução. “Quanto à qualidade de traçado, a principal divergência reside na velocidade de execução da assinatura questionada, cujo desenvolvimento é mais lento que o modelo oferecido”, destacaram.
A análise ainda indicou diferenças na inclinação da escrita, no grau de habilidade gráfica, e em elementos como valores angulares e curvilíneos, ressaltando a inexistência de semelhanças entre a assinatura falsa e os padrões legítimos.Guilherme Boulos registrou um boletim de ocorrência no 89º Distrito Policial, no Morumbi, zona sul de São Paulo, em função do laudo falso publicado por Marçal. Além disso, a Polícia Federal abriu um inquérito para aprofundar a investigação.
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A defesa do influenciador argumentou à Justiça Eleitoral que a publicação do documento falso representou apenas “uma livre manifestação do pensamento”. Em manifestação protocolada no TRE-SP, os advogados de Marçal alegaram que ele “não fabricou nem manipulou o conteúdo veiculado, limitando-se a divulgá-lo de forma como foi expedido”. A defesa também afirmou que a publicação não comprometeu a integridade do pleito eleitoral, apontando que “se a propaganda veiculada tivesse causado danos ao equilíbrio do pleito, fatalmente o representante (Boulos) não teria avançado para o segundo turno”.
Fonte: com informações Portal iG
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