Após a Justiça Federal do Ceará determinar a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de Ciro Gomes (PDT) e de seu irmão, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT), o pré-candidato à presidência acusou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de perseguir op
Após a Justiça Federal do Ceará determinar a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de Ciro Gomes (PDT) e de seu irmão, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT), o pré-candidato à presidência acusou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de perseguir opositores e classicou a ação como "abusiva".
Eleições 2022:Sob pressão no PDT, Ciro Gomes enfrenta dificuldades em palanques estaduais
Segundo a Polícia Federal (PF), a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados é medida imprescindível para rasterar possíveis pagamentos de propina que possam ter resultado em acréscimo patrimonial dos investigados.
Veja também

'Bolsonaro errou ao dizer que procuradores escreviam as delações', diz Deltan Dallagnol
Comissão do Senado aprova projeto de lei que irá diminuir preços de combustíveis da Petrobras.
Arena Castelão, em Fortaleza; reforma é alvo de investigação da PFLANCE! GALERIAS
"Não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade", afirmou Ciro por meio de nota. "O braço do estado policialesco de Bolsonaro, que trata opositores como inimigos a serem destruídos fisicamente, levanta-se novamente contra mim".
A PF cumpriu nesta quarta-feira mandados de busca e apreensão contra os irmãos Gomes para apurar um suposto esquema de corrupção envolvendo as obras da Arena Castelão, que passou por uma reforma para a Copa de 2014.
Sonar:Ciro Gomes chama Moro de 'despreparado' e o convida para debate entre os dois
Ciro afirmou ainda que em seus 40 anos de vida pública
nunca foi acusado nem processado por corrupção

Fotos: Reprodução / Google
"Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à Presidência da República", afirmou o pedetista, completando: "Vou até as últimas consequências legais para processar aqueles que tentam me atacar. Meus inimigos nunca me intimidaram e nunca me intimidarão. Ninguém vai calar minha voz".
A investigação se baseia na delação premiada de executivos da Galvão Engenharia. O GLOBO revelou, em setembro de 2018, que um dos diretores da empreiteira, Jorge Valença, relatou ter feito pagamentos em dinheiro vivo ao grupo de Ciro Gomes em troca da liberação de recursos do governo para a empresa. A PF diz que havia uma associação criminosa entre eles, que criava dificuldades no pagamento de valores devidos pelo governo estadual, para que houvesse a cobrança de propina em troca da liberação dos valores.
Pesquisa Ipec: Ipec: Lula tem 48% das intenções de voto; Bolsonaro aparece com 21%; Moro, 6% e Ciro, 5%
Curtiu? Siga o Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
As obras do Castelão ocorreram durante a gestão de Cid Gomes no governo cearense. A suspeita da PF é que houve "exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos decorrentes de procedimento de licitação para obras no estádio" entre os anos de 2010 e 2013. A investigação aponta indícios do pagamento de R$ 11 milhões em propina, por meio de dinheiro vivo ou doações oficiais.
Fonte: EXTRA ONLINE
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.