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Geral - 30/08/2021

PERIGO CONSTANTE? Mulheres causam menos de 10% dos acidentes de transito, aponta pesquisa

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Foto: Divulgação

Pesquisa aponta que mulheres causam poucos acidentes no trânsito

Toda mulher que já esteve ao volante de um carro deve ter ouvido algum tipo de brincadeira desagradável relacionada a uma suposta falta de habilidade para dirigir.

 

"Desde criança, eu sempre gostei de trânsito e de carros. Só que cresci ouvindo todo tipo de preconceito e brincadeira sobre as mulheres não saberem dirigir muito bem. Então, quando era criança, queria dirigir igual um homem e não como uma mulher", lembra Flávia Brito, instrutora de direção e diretora da Prat-Car, empresa especializada em tratar o medo de dirigir

  

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Só que os números desmentem a velha (e preconceituosa) frase de que "mulher ao volante é um perigo constante".

  

Pesquisa realizada pelo Infosiga de São Paulo no fim de 2020 aponta que apenas 6,3% dos acidentes registrados no estado de São Paulo envolveram motoristas do sexo feminino. Este percentual é nada menos do que 16 vezes menor do que o número de acidentes com homens ao volante.

 

O mesmo levantamento apontou que o sexo feminino foi minoria no número de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensas no começo de 2020. Dos 91.500 documentos invalidados, apenas 23.790 (ou 26%) eram de mulheres.

 

Vale ressaltar que, de acordo com a mesma pesquisa, as mulheres representam 40% dos motoristas habilitados no estado de São Paulo. Isso representa aproximadamente 26 milhões de condutoras.

 

Seguro delas é mais barato

 

 

Esse comportamento mais prudente é reconhecido pelas seguradoras, que oferecem benefícios para as clientes.

 

O valor da apólice para as mulheres é até 23% menor do que para os homens, segundo um estudo da corretora online Minuto Seguros. Os dados levaram em consideração cenários como a média de valores entre estados, faixa etária e categorias de automóvel por preço.

 

Diante de tantas evidências e de uma necessidade de quebra de velhos paradigmas sócio-culturais, Flávia acredita que o preconceito contra as motoristas parece estar mudando.

 

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 Fotos: Reprodução

 

"De vez em quando, ainda escuto uma piadinha ou outra no trânsito, mas, no geral, o preconceito diminuiu muito. No meu caso, muitos homens que me procuram admitem que as mulheres são mais cuidadosas e prudentes. Quando eles me procuram para dar treinamento, muitos deles dizem que nós somos mais pacientes e didáticas do que os homens", afirma.

 

Fonte: UOL

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