A declaração ocorreu durante a coletiva de imprensa que apresentou detalhes sobre a operação que prendeu a dupla acusada
A delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma, afirmou nesta terça-feira, 4, que a investigação trabalha com a hipótese que os homens presos acusados de abusar sexualmente de uma criança autista de cinco anos sejam “carimbadores”. A declaração ocorreu durante a coletiva de imprensa que apresentou detalhes sobre a operação que prendeu a dupla acusada de praticar os crimes.
As prisões em flagrante foram realizadas pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM), junto com os investigadores da Polícia Civil do Estado (PC-AM). Os homens não tiveram a identidade revelada. De acordo com a delegada que conduz as investigações, a mãe da criança não tinha conhecimento dos abusos, mas já havia anotado hematomas na criança que ficava sob os cuidados do tio, um dos suspeitos.
“É importante que a gente ressalte a vulnerabilidade dessa criança vítima. A mãe afirmava que já tinha verificado a criança com alguns hematomas, és que essa ficava sob os cuidados do tio que estava desempregado. Ela questionava e ele dizia que poderia ser na escola”, disse Tuma.
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A autoridade policial também revelou que os suspeitos admitiram a produção do material pornográfico. “Eles admitiram a produção de material pornográfico, só não admitiram o estupro de vulnerável. Suspeita-se que os dois sejam carimbadores, pois isso surgiu nos autos, indicando que eles são soropositivos e intencionalmente transmitem o vírus HIV“, informou.
A prisão da dupla foi realizada após denúncia na linha direta da Ronda Maria da Penha, que atua no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. De acordo com a polícia, o tio da criança divulgava imagens do menino sendo abusado por meio de chamada de vídeo em aplicativos de mensagens, com objetivo de chamar outros abusadores para a prática criminosa. “Ficou muito bem evidenciado a materialidade que eles estavam, no momento da chegada da PM, realizando chamada de vídeo, transmitido os abusos sexuais via aplicativo de conversa”, disse a delegada.
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Fotos: Reprodução Google
A fralda da criança foi apreendida e encaminhada para a pericia. A dupla responderá por pelo menos cinco crimes, sendo eles: estupro de vulnerável, favorecimento de estupro de vulnerável, armazenamento, compartilhamento e produção de material pornográfico envolvendo criança e adolescente, e satisfação lascívia. Os homens foram encaminhados para audiência de custodia e a prisão foi convertida para preventiva. A dupla foi encaminhada para o sistema prisional do Estado.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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