03 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 02/08/2025

Paula Veloso Cria Marca Própria para Levar o Café da Família À Geração Z

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Foto: Reprodução/Google

Aos 26 anos, mineira aposta no mercado da bebida monodose em sachês a partir do legado do avô, fundador da Veloso Green Coffee

Paula Veloso é uma mineira de 26 anos que está “no corre” para posicionar a sua marca de café no mercado. O caminho poderia ter sido mais fácil se ela tivesse escolhido trabalhar no setor de exportações da Veloso Green Coffee, empresa de cafés especiais do cafeicultor e seu avô, Paulo Veloso.

 

Esse sempre foi o plano. Mas uma temporada nos Estados Unidos fez Paula mudar de planos: ela precisava criar uma marca que fosse uma impressão digital, sem deixar o legado do avô de lado. Foi assim que nasceu a Cafellow, com sede em Belo Horizonte (MG), marca de café monodose embalado em sachê com três blends diferentes. Criada com design nostálgico e colorido, a ideia da marca é atrair o público jovem e aqueles que desejam tomar café a qualquer hora do dia.

 

“Meu projeto de vida profissional sempre foi o café. Eu ia para a trading da Veloso, mas depois percebi que queria criar algo que despertasse meu lado criativo e fosse inovador. Então, com o café da minha família e com a minha criatividade, criei a Cafellow”, afirma Paula. “É resultado de uma ambição e da minha relação familiar com o café”.

 

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Antes de se aventurar na criação de uma nova marca e uma embalagem de café pouco conhecida pelo consumidor brasileiro, Paula contou com ajuda do avô para aprender tudo sobre o grão, do cultivo às vendas. E quando decidiu, foi para o avô que ela correu. “Fiz uma imersão completa de três meses na fazenda do meu avô. Ele me ensinou tudo”, disse.

 

A ideia de criar um café em sachê com diferentes combinações se apoia em uma tendência global. O café monodose, embalado em cápsulas ou sachês, se popularizou a partir da década de 1980, graças à demanda dos consumidores que queriam preparar a bebida de forma rápida e fácil. A invenção das máquinas de café impulsionaram ainda mais esse movimento. Até pouco tempo atrás, não era raro encontrar cápsulas de café em gavetas de escritórios. Outros achados recentes são os “drip coffee”, saquinho com pó de café com uma alça de apoio direto na xícara para coar direto. Os mais recentes são justamente os sachês (coffee bag), como o da Cafellow, que mais se assemelha a embalagem de um chá.

 

Apoiada nos mais de 50 anos de cafeicultura da família, Paula quer cresce com as próprias pernas nesse universo das novas formas de apreciar a bebida. “Agora estou construindo a minha história”, diz ela. Nos EUA, onde Paula cursou negócios internacionais, os sachês estão no rol das novidades de como consumir a bebida. Vale registrar que o Brasil é o maior exportador de café do mundo e os EUA, o principal comprador. Em 2024, os embarques somaram quase US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões). “Sempre senti falta de ter uma opção que fosse um coado prático. Quando morei nos EUA, vi essa opção de café coado portátil, em um sachê de infusão, com café do Brasil. Então, quis lançar essa inovação aqui”, afirma Paula.

 

A cada ida aos mercados de Nova York, cafés compostos por outros ingredientes além do grão chamavam a sua atenção. “Lá tinham vários tipos de cafés para diferentes propósitos, como aumento de energia e concentração. Decidi que ia seguir essa tendência e criar cafés que estimulam a determinação, criatividade, sensualidade”, conta.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Criada em outubro de 2024 com um investimento de R$ 400 mil, os blends da Cafellow inclui um 100% arábica, outro feito com extrato maca peruana, planta originária das regiões altas dos Andes do Peru que estimula a vitalidade, e notas frutadas; e mais um com extrato de cogumelo, baunilha e caramelo. No mês de lançamento, a empresa faturou R$ 55 mil. Hoje, prestes a completar um ano no mercado, o montante subiu para R$ 88 mil. Além de Belo Horizonte e também a capital paulista, a Cafellow montou um e-commerce.

 

Segundo Paula, seu café tem conquistado públicos mais jovens, principalmente entre 25 a 35 anos, mas a ideia é que todos possam sentir “a magia de viver”, nas suas palavras. Seu mais famoso cliente, para ela é prova do potencial. Paula conta que o avô é um consumidor do café em sachê. “Lembro que no começo ele achou genial, mas só para São Paulo”, conta ela aos risos. “Hoje, meu avô ama o meu café e sempre pede para tomar depois do almoço.”

 
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O café é cultivado na fazenda Vivir Café, de 470 hectares, localizada em Carmo do Paranaíba, região do Cerrado mineiro. A propriedade pertence à Viviane e Virgínia, mãe e tia de Paula, respectivamente. “A Vivir fornece cerca de 6 sacas de 60 quilos por mês”, diz Paula. Até maio, o café era processado de forma artesanal em instalações terceirizadas. Mas, com a demanda, Paula decidiu abrir uma pequena fábrica na fazenda para verticalizar a produção. “Hoje, selecionamos os grãos da fazenda, fazemos a própria torra e os blends e o produto já sai pronto”, conta. “Antes produzíamos mil caixas por mês. Na nossa fábrica, são mil sachês por hora. Queremos chegar a mais mercados.”

 

 

Fonte: com informaçõs Forbes

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