O levantamento revela que menos de 20% das cadeiras legislativas no Brasil são ocupadas por mulheres.
Por Maria Santana Souza - A busca pela igualdade de gênero nos espaços de poder e decisão ainda enfrenta grandes desafios no Brasil. De acordo com os novos dados do Mapa das Mulheres na Política 2025, divulgados pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar (IPU), o país continua ocupando uma posição preocupante no cenário global.
O levantamento revela que menos de 20% das cadeiras legislativas no Brasil são ocupadas por mulheres. Este número reflete a falta de equidade na representação política feminina, considerando que as mulheres compõem mais de 50% da população brasileira. Esse dado posiciona o Brasil na 133ª posição de 183 países no ranking global de representação das mulheres no parlamento, ao lado de nações como Somália, Cazaquistão, Burkina Faso, Rússia e Japão.
Por outro lado, o Brasil avançou em relação à ocupação de cargos ministeriais por mulheres, alcançando um percentual de 32,3% de ministras. Esse número coloca o país em um patamar semelhante ao de países como Costa Rica, Armênia, Luxemburgo, Uganda e Dinamarca. Embora o aumento seja um progresso relevante, ainda está distante da paridade de gênero desejada.
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Os dados são divulgados em um momento significativo: os 30 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim – um marco global histórico na luta pelos direitos das mulheres, que estabeleceu uma agenda abrangente para a igualdade de gênero.
Embora progressos tenham sido alcançados em várias áreas, a sub-representação política das mulheres no Brasil mostra que o país precisa intensificar esforços para garantir que mais mulheres possam ocupar lugares de decisão e poder.
A Importância da Participação Feminina na Política

Estudos demonstram que a participação equitativa de mulheres na política contribui para legislações mais inclusivas e democracias mais fortes. Quando mulheres ocupam cargos decisórios, são mais propensas a priorizar questões relacionadas à saúde, educação, direitos sociais e enfrentamento à violência de gênero.
Especialistas e ativistas alertam que garantir maior participação feminina na política brasileira exige:

Fotos: Reprodução/Google
• Reformas eleitorais que garantam condições equitativas para as candidaturas femininas;
• Fortalecimento de políticas públicas que promovam capacitação e inclusão das mulheres na política;
• Combate a discriminações e violências de gênero que inibem a participação política feminina.
O Brasil precisa acelerar o ritmo dessas transformações para alcançar a tão almejada equidade. A luta por mais representatividade é essencial para o avanço dos direitos das mulheres e para uma democracia verdadeiramente inclusiva.
Portal Mulher Amazônica / Maria Santana Souza é Jornalista, sob o nº 001487/AM, diretora-presidente do Portal Mulher Amazônica e apresentadora do podcast Ela.
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