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Comportamento - 28/05/2025

Paralisia do sono: o que é e como lidar com esse fenômeno assustador

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Foto: Reprodução/Google

Paralisia do sono: o que é e como lidar com esse fenômeno assustador

Você já acordou no meio da noite, consciente, mas incapaz de se mover? Talvez tenha sentido uma pressão no peito, ouvido sons estranhos ou até visto sombras assustadoras.

 

Se isso soa familiar, você pode ter experimentado a paralisia do sono, um fenômeno que intriga e assusta milhões de pessoas. Mas o que realmente acontece no seu cérebro e corpo durante esses momentos? É perigoso? E, mais importante, como lidar com isso?

 

Neste artigo, exploraremos as causas, os impactos e as formas de prevenir a paralisia do sono, com base em estudos científicos e dicas práticas. A paralisia do sono ocorre quando você acorda durante o sono REM (Rapid Eye Movement), a fase do sono em que sonhamos. Durante o REM, o cérebro “desliga” temporariamente os músculos voluntários para evitar que você se mova enquanto sonha – um mecanismo de proteção natural. No entanto, em alguns casos, o cérebro desperta antes que os músculos “voltem ao normal”, deixando você consciente, mas paralisado.

 

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Esse estado pode durar de alguns segundos a, raramente, alguns minutos. Segundo um estudo publicado no Journal of Sleep Research (2011), cerca de 8% a 50% da população experimenta paralisia do sono pelo menos uma vez na vida, com maior prevalência entre estudantes e pessoas sob estresse.

 

Você sabia? A sensação de paralisia pode ser tão intensa que muitas pessoas descrevem como “estar preso no próprio corpo”. Já aconteceu com você?

 

POR QUE A PARALISIA DO SONO É TÃO ASSUSTADORA?

 

 


Além da incapacidade de se mover, a paralisia do sono frequentemente vem acompanhada de alucinações hipnagógicas, que ocorrem quando o cérebro, ainda em um estado de sonho, projeta imagens ou sons. Até 70% das pessoas relatam ver figuras escuras, sombras ou até “presenças” ameaçadoras, de acordo com a American Academy of Sleep Medicine. Essas visões, combinadas com a sensação de vulnerabilidade, podem transformar a experiência em algo aterrorizante.

 

Por exemplo, no Japão, a paralisia do sono é chamada de kanashibari (“amarrado com ferro”), enquanto na Europa medieval, era associada a um “mara”, um espírito que se sentava no peito da pessoa. Essas interpretações culturais surgiram porque, até recentemente, a ciência não conseguia explicar o fenômeno, levando as pessoas a atribuí-lo a forças sobrenaturais.

 

QUEM ESTÁ MAIS PROPENSO A TER PARALISIA DO SONO?

 

 

 

Embora qualquer pessoa possa experimentar a paralisia do sono, certos fatores aumentam a probabilidade:

 

Estresse e ansiedade: Um estudo de 2018 da Sleep Medicine Reviews mostrou que até 60% das pessoas com ansiedade relataram episódios de paralisia do sono.

 

Sono irregular: Dormir pouco, ter horários inconsistentes ou deitar de costas pode aumentar o risco.

 

Genética: A predisposição pode ser hereditária. Se um familiar próximo já teve paralisia do sono, suas chances podem ser até 50% maiores, segundo pesquisa publicada no Sleep (2015).

 

Idade e estilo de vida: Estudantes universitários e jovens adultos, especialmente entre 18 e 25 anos, são mais afetados devido a noites mal dormidas e estresse acadêmico.

 

Pergunta para refletir: Você já notou que episódios de paralisia do sono acontecem em momentos de maior estresse ou cansaço?

 

A PARALISIA DO SONO É PERIGOSA?

 

 


A boa notícia é que a paralisia do sono, por si só, não é perigosa. Ela não causa danos físicos diretos. No entanto, episódios frequentes podem impactar a saúde mental, levando a:

 

Ansiedade noturna: O medo de novos episódios pode dificultar o sono.

 

Fadiga crônica: A interrupção do sono de qualidade pode causar cansaço persistente.

 

Impactos emocionais: A sensação de vulnerabilidade pode aumentar o estresse ou até desencadear sintomas depressivos em casos extremos.

 

Se os episódios forem recorrentes (afetando cerca de 1-2% da população de forma crônica), é recomendável procurar um especialista em medicina do sono.

 

COMO PREVENIR E LIDAR COM A PARALISIA DO SONO

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas estratégias práticas podem reduzir a frequência e a intensidade dos episódios:

 

1. Melhore a Qualidade do Sono


Mantenha um horário regular de sono, indo para a cama e acordando no mesmo horário todos os dias.

 

Evite cafeína, álcool e telas brilhantes pelo menos 2 horas antes de dormir.

 

Durma de lado ou de bruços, já que a posição de costas está associada a maior risco de paralisia.

 

2. Gerencie o Estresse


Pratique técnicas de relaxamento, como meditação, respiração profunda ou ioga antes de dormir.

 

Um estudo da Journal of Clinical Sleep Medicine (2020) sugere que a meditação mindfulness pode reduzir episódios em até 30% em pessoas com sono irregular.

 

3. Durante um Episódio


Foque na respiração: Tente respirar profundamente e de forma controlada para acalmar o corpo.

 

Movimentos pequenos: Concentre-se em mover um dedo ou a ponta da língua, o que pode ajudar a “despertar” o corpo.

 

Mantenha a calma: Lembre-se de que o episódio é temporário e não representa perigo.

 

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4. Procure Ajuda Profissional


Se os episódios forem frequentes ou causarem grande desconforto, consulte um neurologista ou especialista em sono. Eles podem avaliar se há condições associadas, como narcolepsia ou apneia do sono. 

 

Fonte: com informações Portal Zacarias

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