29 de Abril de 2026

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manchete - 02/05/2026

Para quinta***1º DE MAIO MARCA INÍCIO DO ACORDO MERCOSUL-UE: 'O MAIOR DA HISTÓRIA DO BLOCO', DESTACA MINISTRO DO MDIC

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Foto: Reuters

Em entrevista à Voz do Brasil, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, detalhou os impactos do acordo para a economia brasileira

O acordo Mercosul-União Europeia entrará em vigor a partir de 1° de maio. Após décadas de negociação, o início de vigência do acordo representa um marco na relação entre os dois blocos, criando a maior zona de livre comércio bilateral do mundo.

 

"Nós estamos assistindo à formação de um novo bloco econômico, comercial, composto por 720 milhões de pessoas. Eles correspondem à população do Mercosul, Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e em breve a Bolívia, e todos os países que integram a União Europeia. Nós temos 720 milhões de consumidores nesse mercado e um PIB de 22 trilhões de dólares", detalhou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, em entrevista à Voz do Brasil, na semana passada.

 

É um acordo de livre comércio. Com o tempo, nós não vamos pagar imposto de importação por determinados produtos ou quase todos os produtos, 95% dos produtos vindos da Europa e a Europa também não pagará, depois de um bom tempo, imposto de importação por produtos que comprados do Mercosul, não apenas do Brasil", prosseguiu.

 

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Além de aportar importantes resultados comerciais para os países do Mercosul em termos de acesso ao mercado europeu e atração de investimentos, o Acordo?acelera um ciclo virtuoso de inserção internacional do bloco, ao ampliar o interesse de terceiros parceiros em se aproximar da união aduaneira sul americana.

 

 

"Mas isso não é feito de imediato, começa no dia 1º de maio e aí vai lentamente reduzindo as alíquotas. No caso do Mercosul, ele é mais beneficiado do que a União Europeia. Por quê? Porque aqui nós exportamos mais commodities, mais proteína, carne, soja, o próprio petróleo, o óleo bruto, e já no caso deles, não, é produto mais industrializado, então a alíquota é reduzida quase que imediatamente, é mais rapidamente reduzida a alíquota para as nossas importações", explicou o ministro.

 

Fotos: Reuters

 

Além do crescimento do PIB nas importações, exportações e também nos investimentos, Márcio Elias Rosa destacou ainda a geração de emprego e renda como um dos impactos positivos do acordo Mercosul-União Europeia para a economia brasileira.

 

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"Hoje o Brasil está vivendo o pleno emprego, nós estamos com mais de 100 milhões de pessoas empregadas, com direitos sociais assegurados, é a menor taxa de desemprego da nossa curva histórica, graças a uma política de desenvolvimento econômico que tem no seu eixo, dentre outras medidas, a Nova Indústria Brasil, não é? A indústria gera emprego e gera renda qualificada, assim como o comércio, assim como o serviço", reforçou o ministro.

 

Fonte: com informações da Agência Gov 

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