05 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 11/02/2025

Papa Francisco: Precisamos de mais mulheres líderes para um mundo mais pacífico

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Foto: Reprodução/Google

O Papa também ressaltou a necessidade de acabar com a violência de gênero e destacou traços como preocupação, coragem e cuidado, que, embora sejam frequentemente atribuídos às mulheres, devem ser promovidos em toda a sociedade.

No discurso de Ano Novo de 2024, o Papa Francisco destacou a importância das mulheres na construção de uma nova ordem mundial, pautada pelo diálogo e pela paz. Em meio a conflitos como as guerras entre Israel e Hamas e Rússia e Ucrânia, o pontífice afirmou que a sociedade precisa olhar para as mulheres e mães para encontrar caminhos que rompam com a espiral de violência e ódio.

 

O Papa também ressaltou a necessidade de acabar com a violência de gênero e destacou traços como preocupação, coragem e cuidado, que, embora sejam frequentemente atribuídos às mulheres, devem ser promovidos em toda a sociedade. No entanto, a participação feminina em cargos de poder ainda é limitada, tanto na política quanto no setor empresarial, prejudicando o avanço de soluções mais inclusivas para desafios globais, como as mudanças climáticas.

 

O desequilíbrio de gênero na liderança mundial ficou evidente na COP28, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023. Dos 133 líderes mundiais que participaram do evento, apenas 15 eram mulheres. Essa desigualdade se reflete também nas negociações e políticas climáticas, que muitas vezes deixam de lado as questões que afetam diretamente as mulheres – principais responsáveis pela busca por água em regiões afetadas pela seca e pela alimentação da família em tempos de colheitas fracassadas.

 

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A desigualdade de gênero também persiste no mundo corporativo. O relatório “Mulheres no Local de Trabalho 2023”, da consultoria McKinsey, mostra que as mulheres estão mais ambiciosas do que nunca, mas continuam enfrentando barreiras para alcançar posições de liderança.

 

Embora algumas empresas estejam ampliando a presença feminina em cargos de alto escalão, o “degrau quebrado” – a dificuldade das mulheres em serem promovidas para posições de gestão – ainda impede um avanço significativo. Atualmente, os homens ocupam 60% dos cargos gerenciais, enquanto as mulheres representam apenas 40%.

 

 

 

Pesquisas indicam que equipes diversificadas tomam decisões mais criativas e eficazes, e a participação feminina tem se mostrado essencial na negociação de tratados de paz bem-sucedidos. Exemplo disso são as ex-secretárias executivas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Patricia Espinosa e Christiana Figueres, além da diplomata Laurence Tubiana, que teve um papel central no Acordo de Paris de 2015.

 

Contudo, é importante ressaltar que a liderança feminina não é homogênea. Nem todas as mulheres em posições de poder adotam posturas progressistas ou pró-meio ambiente. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e a política francesa Marine Le Pen, por exemplo, defendem políticas conservadoras e mantêm o status quo dos combustíveis fósseis. Da mesma forma, muitos homens atuam como líderes na luta contra as mudanças climáticas e na promoção da paz.

 

Seguindo os conselhos do Papa Francisco

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O que o Papa propõe não é apenas um aumento numérico da presença feminina em cargos de liderança, mas a valorização de princípios como empatia, coragem e cuidado no cenário político e empresarial. Para isso, é fundamental criar ambientes que incentivem a colaboração e a diversidade, permitindo que novas formas de trabalho e governança surjam.

 
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No início de 2025, o convite é para que cada pessoa, independentemente do cargo que ocupa, adote uma postura mais pacífica, inclusiva e comprometida com um mundo sustentável. A transição energética e a luta contra as desigualdades exigem que as melhores mentes, de todas as origens e gêneros, trabalhem juntas para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

 

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