Alguns empreendedores obtiveram mais visibilidade e um bom retorno financeiro, enquanto outros afirmam que não encontraram vantagens ou até que saíram no prejuízo.
Com a ascensão das redes sociais, tornou-se comum que influenciadores digitais firmem parcerias com empresas, substituindo o pagamento em dinheiro por trocas de serviços.
Nesse modelo, os empreendedores fornecem produtos ou serviços, enquanto os influenciadores promovem o negócio e marcam o perfil (@) do estabelecimento em suas redes sociais. Mas será que esse formato de parceria realmente traz retorno financeiro e engajamento?
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Para entender melhor, o g1 conversou com especialistas e empreendedores que destacaram cinco pontos cruciais antes de apostar nesse modelo de divulgação:
- Analise o Engajamento e o Conteúdo: Antes de fechar uma parceria, verifique se os comentários e curtidas são de seguidores reais e avalie as - publicações dos últimos meses.
- Defina Claramente o Formato da Parceria: Estabeleça um acordo por escrito detalhando quantas publicações serão feitas, como serão divulgadas, qual serviço será oferecido, entre outros aspectos.
- Escolha Influenciadores com o Público-Alvo Adequado: Foque em perfis que atinjam o público desejado para seu negócio, evitando parcerias com todos os influenciadores que aparecerem.
- Avalie os Custos e Benefícios: Determine se a parceria será um investimento ou um prejuízo, colocando limites para não atender a todos os pedidos dos influenciadores.
- Defina a Abordagem de Divulgação: Crie estratégias para atrair a atenção dos seguidores, como descontos especiais ou brindes.
Mauricio Felício, professor de comunicação e publicidade da ESPM, ressalta a importância de analisar o perfil dos influenciadores e suas publicações dos últimos quatro meses. “Uma pessoa muito controversa não passa muito tempo sem um escândalo”, afirma o especialista. Além disso, é essencial evitar influenciadores envolvidos em polêmicas, que podem trazer comentários negativos para a página.
Domingos de Mendonça Neto, proprietário do Chalet de la Colline em Bananeiras, na Paraíba, é cauteloso ao fechar parcerias. Ele relata uma experiência em que, apesar de um influenciador ter gerado mais de 200 mil visualizações, não houve retorno financeiro porque o público não correspondia ao perfil do chalé.
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Fotos: Reprodução/Pexels
Mauricio Felício também destaca a importância de formalizar o formato da parceria por escrito. Acordos devem incluir detalhes sobre a quantidade de publicações, frequência, redes sociais envolvidas, formatos de posts e limites do que será oferecido pelo estabelecimento.
Milane Carvalho Vera, de Mauá, São Paulo, que trabalha com decoração de festas, diferencia suas parcerias em total (100% patrocinado) ou parcial (com custos de material e locomoção pagos pelo influenciador). Milane seleciona cuidadosamente as parcerias para garantir visibilidade e enriquecer seu portfólio.
Suzana Stevens, proprietária da Amagali Pousada em Galinhos, Rio Grande do Norte, desistiu de parcerias com influenciadores devido ao baixo retorno. Atualmente, investe em anúncios pagos no Google, Instagram e Facebook, além de parcerias com agências de viagens, que trazem mais resultados.
Competir com outros empreendedores que também fecham parcerias com o mesmo influenciador pode diluir a atenção dos seguidores. Marcelo Oliveira, maquiador em Santarém, Pará, estabeleceu uma parceria exclusiva com a influenciadora Valentina Coimbra, garantindo que ela não possa fazer parcerias com outros maquiadores na mesma cidade, o que resultou em um aumento significativo de clientes.
O marketing de influência pode ser uma ferramenta poderosa, mas não garante retorno automático. Estudar o perfil dos influenciadores, definir claramente os termos da parceria, escolher o público-alvo certo e avaliar cuidadosamente os custos são passos essenciais para transformar essas parcerias em um investimento de sucesso.
Fonte: com informações do G1
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