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Geral - 19/11/2021

País tem redução no índice de desigualdade em 2020, aponta IBGE

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Foto: Reprodução

Índice de Gini, que mede concentração de renda, foi de 0,500 no ano passado, abaixo do registrado em 2018 e 2019

Após dois anos de alta, o Brasil teve queda no índice que mede a concentração e desigualdade de renda em 2020, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A crise provocada pela pandemina de coronavírus, com a redução do número de ocupados, e o auxílio emergencial influenciaram no resultado.

 

De acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) – Rendimento de Todas as Fontes 2020, o índice de Gini do rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi de 0,500 no ano passado, abaixo do estimado em 2018 e 2019 (0,506).

 

 Já o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita se reduziu 0,020 entre 2019 e 2020, fechando em 0,524. A Região Nordeste se manteve com o maior índice de Gini em 2020 (0,526), enquanto que a Região Sul apresentou o menor índice (0,457). Entre 2019 e 2020, a desigualdade medida pelo Gini se reduziu em todas as grandes regiões, principalmente no Norte e no Nordeste, regiões onde o recebimento do auxílio emergencial atingiu maior proporção de domicílios.

 

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Desenvolvido pelo matemático italiano Conrado Gini, o índice de Gini mede distribuição, concentração e desigualdade econômica em determinado grupo. O indicador varia de 0 (perfeita igualdade) a 1 (máxima concentração e desigualdade).

 

Segundo o IBGE, a redução do contingente de ocupados, principalmente os mais vulneráveis, como trabalhadores por conta própria, domésticos e empregados sem carteira, pode ter tornado a distribuição de rendimento do trabalho um pouco menos desigual.

 

Instituto Brasileiro Geográfico e Estatística

 

Foto: Reprodução

 

As regiões Sul (0,436) e Centro-Oeste (0,476) apresentaram os menores índices do rendimento médio mensal e, na Região Nordeste, ele alcançou 0,532 em 2020, mantendo o Nordeste como a região com a distribuição de rendimentos do trabalho mais desigual.

 

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De 2019 para 2020, apenas a Região Nordeste apresentou variação positiva do índice de Gini do trabalho, passando de 0,528 para 0,532. As regiões Norte e Sul apresentaram as maiores reduções no índice (queda de 0,011 e 0,012, respectivamente).

 

Fonte: R7

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