03 de Maio de 2026

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Internacional - 27/09/2025

Otan vai reforçar vigilância no Mar Báltico após novo incidente com drones na Dinamarca

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Foto: Reprodução/Google

Em um novo episódio da 'crise dos drones', equipamentos de origem desconhecida foram avistados no país na sexta-feira, 26. Aliança disse que os novos recursos incluem 'plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento'.

A Otan afirmou neste sábado, 27, que vai "reforçar ainda mais a vigilância com novos recursos na região do Mar Báltico" após os recentes incidentes com drones na Dinamarca. Em comunicado enviado por e-mail à agência de notícias Reuters, a aliança disse que os novos recursos incluem "plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de ao menos uma fragata de defesa aérea".

 

Um porta-voz da Otan disse que não vai dar detalhes sobre quais países estão contribuindo com os recursos adicionais. Esses novos recursos vão reforçar a missão "Sentinela do Báltico", lançada em janeiro em resposta a uma série de incidentes em que cabos de energia, links de telecomunicação e gasodutos no fundo do Mar Báltico foram danificados.

 

A aliança também lançou este mês a missão "Sentinela do Leste", para fortalecer a defesa da fronteira oriental da Europa em resposta às incursões de drones russos no espaço aéreo polonês. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma aliança militar composta por 31 países da América do Norte e da Europa, criada com o objetivo de garantir a segurança coletiva entre seus membros


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Na noite desta sexta-feira, 26, novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas sobre a maior base militar dinamarquesa, informou a polícia local. Os governos locais falam de um ataque da Rússia, que nega. Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou que seu país tenha envolvimento na onda de drones e prometeu reagir a qualquer agressão.

 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia está preparando um ataque a algum país europeu e está testando a capacidade de defesa da região. "Putin não vai esperar para terminar sua guerra na Ucrânia, ele vai abrir uma nova frente. Ninguém sabe onde, mas ele quer isso", afirmou. O anúncio da Otan ocorre após ministros da Defesa de países do leste europeu concordarem, nesta sexta, que a criação de um "muro antidrones" é uma prioridade para o bloco.

 

Contexto: Os drones têm desempenhado um papel central na guerra entre Ucrânia e Rússia. O aumento da atividade desses equipamentos também intensificou as preocupações de segurança em vários países europeus. Em geral, são usados tanto para atividades de inteligência quanto para ataques. Segundo o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, a prioridade do escudo é criar um "sistema de detecção [de drones] eficaz." O projeto deverá ser debatido por líderes da UE em cúpula que acontece em Copenhague nesta semana.

 

 

O projeto prevê a criação de um sistema de rastreamento e interceptação de drones. E, embora a Otan saiba identificar ameaças de jatos e mísseis, lidar com drones é um desafio maior, avaliaram autoridades à Associated Press. Quando os drones russos invadiram a Polônia, por exemplo, as nações da Otan mobilizaram caças e helicópteros de ataque e colocaram sistemas de defesa antimísseis em alerta. Mas nenhuma dessas opções foi projetada especificamente para combater drones.

 

Ainda não há detalhes sobre como a muralha funcionará nem como será financiada. De acordo com o comissário europeu, os líderes pretendem começar as negociações para estruturar a política industrial e financeira do projeto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início deste mês que a Europa "deve atender ao chamado de nossos amigos bálticos e construir uma muralha de drones".

 

Von der Leyen afirmou que 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) serão reservados para a criação de uma aliança de drones com a Ucrânia, cujas forças armadas utilizaram esses equipamentos para causar cerca de dois terços de todas as perdas de material militar sofridas pelas tropas russas. A Rússia está usando drones contra a Ucrânia porque cada um deles é “um bilhete de loteria que sempre ganha”, disse Kusti Salm, ex-alto funcionário do Ministério da Defesa da Estônia.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Isso porque um drone ou atinge um alvo ou, se a Ucrânia o derruba, drena as defesas aéreas e os recursos financeiros de Kiev, já que os mísseis de defesa são mais caros do que os drones, explicou. Apesar de Rússia e Ucrânia estarem lançando cada vez mais drones, houve pouco investimento em sistemas de combate a eles. Isso ocorre em parte porque é mais fácil colocar um drone para voar do que desenvolver algo capaz de detectá-lo ou interceptá-lo.

 

A União Europeia negou, em março, financiar uma proposta conjunta da Estônia e da Lituânia para criar um "muro antidrone". Agora, no entanto, cresce o apoio de líderes europeus a uma ideia do tipo. A criação do sistema, na prática, não será fácil. Os sistemas ainda são "muito caros", demoram a ser implementados e não podem ser produzidos em massa, disse o tenente-geral Andrus Merilo, comandante das Forças Armadas da Estônia.

 

Diante de ataques constantes, a Ucrânia está desenvolvendo rapidamente sua própria tecnologia, incluindo drones de ataque de longo alcance e modelos menores para uso na linha de frente. Embora grandes empresas de defesa desempenhem um papel fundamental na proteção da Europa, a Letônia e alguns outros países da Otan recorreram a empresas menores para adquirir pequenos mísseis antidrone assim que estiverem em produção.

 

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Mas uma abordagem fragmentada não é o ideal. Em vez disso, a UE precisa investir mais em startups europeias, que podem acelerar a produção de defesas antidrones utilizáveis por aliados em diferentes sistemas de armas, afirmou Kusti Salm. Na Ucrânia, às vezes se passam apenas algumas semanas entre o desenvolvimento de uma nova tecnologia de drones e seu uso no campo de batalha. A Europa “não tem tempo” para esperar anos pela aquisição de equipamentos, afirmou Tomas Godliauskas, vice-ministro da Defesa Nacional da Lituânia.


Fonte: com informações do g1

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