Essa iniciativa se insere em um contexto mais amplo de resistência e defesa dos direitos territoriais e culturais dos povos originários, especialmente frente aos impactos do desmatamento, queimadas e pressões do agronegócio e de projetos de infraestrutura
A exposição Os Olhos do Xingu chega ao coração de Brasília com uma proposta única: abrir uma janela para a Amazônia através dos olhares dos povos indígenas e ribeirinhos que vivem na Bacia do Rio Xingu, entre os estados do Pará e Mata Grosso. A mostra, que combina fotografia e vídeo, é uma iniciativa da Rede Xingu+ em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), com apoio da Fundação Rainforest da Noruega e da União Europeia.
Um Olhar Direto dos Territórios
A exposição reúne 20 fotografias e 20 vídeos produzidos por oito membros da Rede de Comunicadores Xingu+, todos moradores e protagonistas da vida no Xingu. Por meio dessas imagens são retratados modos de vida, rituais culturais, mobilizações sociais e cenas cotidianas das comunidades indígenas e tradicionais. O público é convidado a perceber tanto as belezas quanto as pressões ambientais e desafios decorrentes da crise climática e da expansão de atividades degradantes na região.
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Os comunicadores que participam da mostra são fotógrafos e narradores visuais que assumem o protagonismo na comunicação de suas próprias histórias, ampliando a voz das comunidades do Xingu em espaços nacionais e globais.
Exposições Física e Virtual
Além da visita presencial em Brasília, a mostra também está disponível online na plataforma Google Arts & Culture, permitindo que pessoas do mundo inteiro acessem e naveguem pela exposição virtualmente. Essa versão digital amplia a circulação das narrativas xinguanas e reforça a importância de preservar e valorizar os territórios indígenas além do espaço físico do museu. Acesse a exposição virtual no Google Arts & Culture: https://isa.to/4pFoEph
Museu Nacional da República — Brasília

A versão presencial da exposição foi inaugurada em 6 de dezembro de 2024 no Museu Nacional da República, em Brasília (DF) e fica aberta ao público até 2 de fevereiro de 2025. A entrada é gratuita e a mostra oferece uma experiência audiovisual imersiva, com recursos que aproximam o visitante das histórias por trás de cada imagem.
Origem da Exposição
Antes de Brasília, a exposição passou pela capital da Noruega, Oslo, onde ficou em cartaz em espaços públicos de grande circulação, demonstrando o alcance internacional das vozes indígenas e ribeirinhas.
Rede Xingu+ e Comunicação como Ferramenta de Luta
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A Rede Xingu+ conecta organizações indígenas, associações de comunidades tradicionais e instituições da sociedade civil que atuam na proteção do território do Xingu. A partir da produção audiovisual e fotográfica, a rede monitora ameaças ambientais, compartilha alertas e fortalece articulações políticas.
Essa iniciativa se insere em um contexto mais amplo de resistência e defesa dos direitos territoriais e culturais dos povos originários, especialmente frente aos impactos do desmatamento, queimadas e pressões do agronegócio e de projetos de infraestrutura na região.
Por que a Exposição Importa?
• Visibilidade e Voz: Através das lentes de comunicadores locais, a sociedade tem acesso direto às narrativas indígenas e ribeirinhas, sem filtros externos.
• Educação e Sensibilização: Conecta o público com realidades pouco conhecidas e estimula reflexões sobre meio ambiente, cultura e direitos humanos.
• Resistência Cultural: A arte é usada como ferramenta de afirmação identitária e resistência contra invisibilização histórica.
• Acesso Global: A plataforma digital amplia o alcance da exposição para pessoas que não podem visitar fisicamente o museu.
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Fontes:
ISA – Exposição “Os Olhos do Xingu” na plataforma Google Arts & Culture: https://isa.to/4pFoEph
Instituto Socioambiental – Notícia sobre a exposição no Museu Nacional da República: https://www.isa.org.br/noticias-
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