Controle parental poderá ser acessado por todos os usuários a partir desta segunda-feira e prevê que responsáveis recebam alerta caso o chatbot identifique que a criança ou adolescente possa estar em sofrimento
A OpenAI está lançando controles parentais para o ChatGPT, anunciados após um processo judicial que alega que um adolescente que se suicidou usava o chatbot de inteligência artificial (IA) como um psicólogo ou orientador.A ferramenta, que está disponível para todos os usuários a partir desta segunda-feira, permite que os pais limitem as formas como crianças e adolescentes usam o chatbot e recebam alertas caso o ChatGPT identifique que este usuário possa estar em sofrimento.
Os controles, acessíveis pelas configurações do ChatGPT, também possibilitam que os pais definam horários em que seus filhos não podem usar o serviço — o chatbot oficialmente é destinado a usuários com 13 anos ou mais.
A atualização surge em meio à crescente pressão para que a startup de inteligência artificial faça mudanças em seu chatbot, que já acumulou mais de 700 milhões de usuários desde seu lançamento no fim de 2022.
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Foto: Reprodução/Google
Depois que a família de Adam Raine processou a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, em agosto deste ano, pela morte do estudante de ensino médio da Califórnia, a empresa anunciou uma série de mudanças no ChatGPT, incluindo os controles parentais.
O processo, que seguiu uma sequência de outros relatos sobre usuários intensivos do chatbot envolvidos em comportamentos nocivos, alega que o ChatGPT isolou sistematicamente Raine de sua família e o ajudou a planejar sua morte. Ele se suicidou em abril. — Sentimos urgência em relação a isso há algum tempo — disse Lauren Jonas, chefe de bem-estar juvenil da OpenAI, acrescentando que a empresa está trabalhando o mais rapidamente possível para desenvolver ferramentas como os controles parentais.
Fonte: com informações O Globo
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