05 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 15/02/2025

Onu Mulheres e lideranças negras discutem estratégias para enfrentar a Violência de Gênero e Racial no Brasil

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Foto: Reprodução/Google

Durante a reunião, foi apresentado o relatório ?Número de Violência Racial e de Gênero contra Mulheres e Meninas Negras Cis e Trans no Brasil

A ONU Mulheres recebeu, em 10 de fevereiro de 2025, lideranças de organizações de mulheres negras das cinco regiões do Brasil, integrantes da Rede Empoderando Mulheres Negras. O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo sobre as ações da ONU Mulheres no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres negras, discutir estratégias e alinhar esforços a marcos como a 69ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW69) e a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim +30.

 

Durante a reunião, foi apresentado o relatório “Número de Violência Racial e de Gênero contra Mulheres e Meninas Negras Cis e Trans no Brasil (2024)”, que destaca a representação dessas mulheres em diversas formas de violência. O diagnóstico aponta lacunas na produção e análise de dados desagregados por gênero, raça e identidade de gênero no país. Além disso, identifica como o racismo afasta essas mulheres dos equipamentos e serviços, evidenciando que as políticas existentes para responder à violência de gênero não são adequadas às suas realidades e territórios.

 

De acordo com o relatório, 31% dos homicídios de mulheres negras ocorrem em vias públicas, e 48% dos assassinatos de mulheres negras ocorreram na região Nordeste. A violência contra mulheres negras no Brasil é uma questão alarmante, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Estudos indicam que fatores como racismo estrutural, desigualdades socioeconômicas e a insuficiência de políticas públicas específicas contribuem para a maior vulnerabilidade dessas mulheres.

 

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Foto: Reprodução

 

De acordo com o Atlas da Violência 2023, mulheres negras têm 1,7 vezes mais chances de serem assassinadas em comparação às não negras. Essa disparidade é ainda mais acentuada nos estados do Nordeste, onde a probabilidade de uma mulher negra ser vítima de homicídio é pelo menos duas vezes maior do que a de uma mulher não negra. Em Alagoas, por exemplo, essa chance é 7,1 vezes maior.

 

No período de 2003 a 2013, as regiões Norte e Nordeste registraram aumentos significativos nas taxas de feminicídio. No Norte, a taxa passou de 3,5 para 6,1 assassinatos a cada 100 mil mulheres, enquanto no Nordeste, o índice subiu de 3,2 para 5,6.

 
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Esses dados evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas eficazes que abordem as raízes da violência de gênero e racial, promovendo a proteção e o empoderamento das mulheres negras nessas regiões.

 

A visita, liderada por Lúcia Xavier, referência nos movimentos de mulheres negras, buscou fortalecer o diálogo sobre as ações da ONU Mulheres no tema, discutir estratégias de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres negras e alinhar esforços a marcos como a CSW69 e a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim +30.

 

 

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