Brilhando no pódio em Paris, as atletas brasileiras fazem história nessas Olimpíadas - pela primeira vez a delegação feminina é maior que a masculina, e são as mulheres que lideram no total de medalhas
Pela primeira vez na história, as mulheres são maioria na delegação feminina, somando 55% do número total de atletas. As brasileiras ainda lideraram o pódio, conquistando até agora 10 das 16 medalhas do Brasil.
A judoca Larissa Pimenta abriu os trabalhos conquistando a medalha de bronze na categoria meio leve, após derrotar a italiana Odette Giuffrida. Larissa é natural de São Vicente, litoral de São Paulo, e iniciou no judô aos oito anos em uma escola pública, por incentivo de seus irmãos mais velhos.
Rayssa Leal, a “fadinha”, levou bronze no Skate Street feminino. Nos Jogos de 2021, levou prata na mesma modalidade, e foi uma das atletas mais comentadas pelo seu carisma e desenvoltura, apesar da pouca idade.
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As meninas da ginástica artística, Jade Barbosa, Júlia Soares, Lorrane Oliveira, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade, conquistaram o bronze por equipes e arrancaram do público uma torcida frenética, que vibrou com cada salto, pirueta e aterrissagem no solo.
Sozinha, Rebeca levou duas medalhas de prata, no individual geral feminino e no salto, fechando sua passagem por Paris com uma incrível medalha de ouro no solo. Deixando a americana Simone Biles em segundo lugar, Rebeca consagrou-se como a maior medalhista brasileira dos Jogos Olímpicos.
Beatriz Souza conquistou a primeira medalha de ouro pelo Brasil no individual feminino de judô na categoria +78kg, em que superou a israelense Raz Hershko. Bia Souza recebeu um carinho enorme do público brasileiro, e chegou a ganhar mais de 1 milhão de seguidores no mesmo dia, mostrando a importância de valorizarmos os nossos atletas.

Fotos: Reprodução/Google
Na sequência, Bia Ferreira garantiu a medalha de bronze no peso leve no boxe. É a única atleta do boxe brasileiro a conquistar duas medalhas em Jogos Olímpicos. Natural de Salvador e criada em Minas Gerais, foi sparring de Popó Freitas por cinco anos, e hoje encerra sua carreira como a maior medalhista brasileira no esporte.
Por último, mas não menos importante, Tatiana Weston-Webb, a “Barbie” do surfe, levou prata nas ondas do Tahiti, depois de disputar o primeiro lugar com a americana Caroline Marks.
Os jogos olímpicos de Paris foram um estopim fundamental para trazer à tona a devida valorização da figura feminina no esporte. As mulheres brasileiras levaram a garra, a determinação e, acima de tudo, uma resistência emocional enorme, que se moldou em um trabalho intenso entre treinos e terapias.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ
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