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Geral - 03/12/2021

Offshore: PGR arquiva investigação contra Guedes e Campos Neto

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Foto: Reprodução

Procuradoria apontou que não há indícios de crimes por parte do ministro da Economia ou do presidente do Banco Central ao manter companhias em paraísos fiscais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou duas investigações preliminares abertas para apurar a possível existência de crimes por parte do ministro da Economia Paulo Guedes e do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto por causa da posse de empresas em paraísos fiscais, que foram reveladas pela série de reportagens Pandora Papers.

 

Em sua manifestação, a PGR apontou que tanto Guedes como Campos Neto informaram às autoridades brasileiras a existência dessas offshores e de contas bancárias no exterior vinculadas a elas. 

 

Por isso, a princípio, não haveria crime no caso, já que eles cumpriram o previsto na legislação e não houve omissão de informações.

 

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As investigações foram abertas pela PGR depois que as reportagens revelaram que Guedes mantinha US$ 9,5 milhões, desde 2014, em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Já Campos Neto é proprietário de três offshores, nas Bahamas e nas Ilhas Virgens Britânicas.

 

STF arquiva pedido de investigação contra Campos Neto e Guedes sobre  offshores

 

Guedes informou à PGR que havia se afastado da administração da offshore em dezembro de 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, e disse que não movimentou valores desde então.

 

PGR arquiva investigações sobre 'offshores' de Guedes e Campos Neto

 

Fotos: Reprodução

 

Campos Neto também argumentou que não fez movimentação de valores após chegar ao cargo público. Eles apresentaram à PGR os documentos demonstrando que declararam às autoridades brasileiras a propriedade das empresas.

 

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Uma outra investigação sobre o mesmo assunto, essa no âmbito de improbidade administrativa , ainda tramita no Ministério Público Federal do Distrito Federal, em primeira instância, porque não existe foro privilegiado para casos de improbidade.

 

Fonte: iG 

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