Terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar, Tailândia e China, deixando milhares de mortos e feridos.
O chão tremeu violentamente, e em poucos segundos, Mianmar e seus países vizinhos foram transformados em cenários de caos e desespero. O terremoto de magnitude 7,7, que sacudiu a região na sexta-feira (28), deixou um saldo devastador: edifícios desmoronando, mesquitas e mosteiros soterrando fiéis, pontes ruindo e aeroportos fechados. Entre escombros e gritos de socorro, a tragédia ainda se desdobra, enquanto autoridades correm contra o tempo para salvar vidas.
As estatísticas são sombrias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima mais de 1.000 mortos e 2.200 feridos, mas alerta: esses números podem ser apenas o começo. Hospitais estão superlotados, suprimentos médicos se esgotam rapidamente, e as equipes de resgate enfrentam um desafio monumental em meio a estradas destruídas e infraestrutura comprometida.
O impacto foi devastador em Mandalay, uma das cidades mais atingidas. A estrutura de um monastério desabou enquanto centenas de monges realizavam exames, deixando um rastro de morte e feridos entre os escombros sagrados. Um morador descreveu o horror de ver um prédio de cinco andares desabar diante de seus olhos, enquanto o pânico se espalhava entre os habitantes, que fugiam sem olhar para trás.
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Foto: Reprodução/Google
No Aeroporto Internacional de Mandalay, cenas de terror se desenrolaram quando passageiros desesperados correram para fora do terminal em colapso. Em Nay Pyi Taw, a torre de controle veio abaixo, forçando o fechamento do aeroporto. As comunicações foram interrompidas, ruas estão intransitáveis, e um bairro inteiro foi consumido por incêndios.
Na Tailândia, um arranha-céu em construção não resistiu aos tremores e desabou, deixando operários soterrados sob toneladas de concreto. Khin Aung, um dos sobreviventes, viu seu irmão entrar na obra minutos antes da tragédia. "Estávamos no telefone quando o prédio começou a tremer. A ligação caiu e, em seguida, tudo desmoronou", contou, ainda em choque. O resgate se torna mais desesperador a cada hora, enquanto familiares observam a ruína e se perguntam se ainda há esperança.
Em Mandalay, fiéis foram surpreendidos pelo desastre durante suas orações. Htet Min Oo estava se purificando para o Ramadã quando sua casa e a mesquita ao lado vieram abaixo, prendendo familiares sob os escombros. Sem ajuda ou equipamentos, moradores tentavam cavar com as próprias mãos para salvar entes queridos. "Não sei se ainda estão vivos. Depois de tanto tempo, a esperança desaparece", lamentou.
O terremoto também atingiu duramente a economia e a infraestrutura já debilitadas pela guerra civil em Mianmar. Pontes desmoronaram, rodovias estão intransitáveis e o acesso das equipes de resgate é severamente prejudicado. A ONU já destinou ajuda emergencial de milhões de dólares, mas as dificuldades logísticas tornam cada tentativa de socorro um desafio monumental.
Fonte: com informações do g1
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