A coluna conversou com três dermatologistas para entender o que acontece com o cabelo devido ao uso diário dos aparelhos modeladores
Há quem use o secador, chapinha e babyliss todos os dias para deixar os fios modelados. Entretanto, utilizar esses aparelhos térmicos constantemente oferece riscos para o cabelo, conforme explicam as dermatologistas Ludimila Resende, de São Paulo; e Amanda Todt e Luanna Caires Portela, de Brasília.
“O uso diário de secador, babyliss ou chapinha pode causar danos significativos aos fios de cabelo”, destaca Luanna. Ludimila frisa que os dispositivos modeladores prejudicam principalmente a cutícula, estrutura mais externa do fio responsável por proteger a haste capilar. Amanda, por sua vez, esclarece que a cutícula impede que elementos prejudiciais cheguem ao córtex capilar, a camada mais interna, além de proteger o fio.
“O calor danifica essa camada protetora e, com o tempo, deteriora também a camada interna, deixando os cabelos opacos, secos e, em situações extremas, fragilizando e causando a quebra da fibra capilar”, detalha Amanda. Luanna Caires alerta que os aparelhos térmicos aquecem tanto a estrutura do cabelo a ponto de ocasionar a “desidratação, enfraquecimento e dano na estrutura do fio algumas vezes irreversíveis”. Ela complementa: “O calor excessivo quebra as proteínas do cabelo, especialmente a queratina, responsável pela força e elasticidade.”
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Ludimila Resende enfatiza que temperaturas próximas a 100 graus são suficientes para provocar danos à fibra capilar. A médica de São Paulo aproveita para acrescentar: “Sabemos que os secadores e chapinhas à venda no mercado alcançam, facilmente, temperaturas superiores a essa.”
A dermatologista Ludimila aponta a respeito da chapinha ser mais perigosa para as madeixas por atingir altas temperaturas em relação ao secador: “Acaba sendo mais danosa para o fio”. Segundo Luanna, o uso diário dos aparelhos modeladores tende a “resultar em fios mais frágeis, quebradiços e propensos à queda”.
Amanda reforça sobre o calor térmico excessivo vir a deixar as madeixas opacas e totalmente expostas a quebras. “E pior, a longo prazo, pode danificar a textura e reduzir a saúde do cabelo, pois o calor remove uma grande parte da umidade interna dos fios”, salienta.
Estrutura do cabelo
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Amanda elucida sobre o fio de cabelo ser “composto por diversas camadas, com diferentes ligações químicas”. Uma delas é a de hidrogênio. A médica ressalta que o processo de alisamento ou relaxamento das madeixas “consiste na quebra, temporária ou permanente, das ligações químicas que mantêm a estrutura tridimensional da molécula de queratina em sua forma rígida original.”
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Fotos: Reprodução Google
“Essas ligações químicas podem ser classificadas em dois tipos: fortes (ligações de dissulfeto) e fracas (ligações de hidrogênio). As últimas são rompidas no simples ato de molhar os cabelos. Já para romper as ligações fortes, torna-se necessário o emprego de técnicas mais agressivas, como os alisamentos químicos”, aborda Amanda Todt.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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