Em entrevista à IstoÉ, Andrei Roman afirmou que ruptura com governador poderia prejudicar candidatura bolsonarista
A declaração expressa de apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi preponderante para o avanço do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) nas pesquisas.
A avaliação é de Andrei Roman, CEO do instituto de pesquisa Atlas Intel, que mostrou Flávio com 37,9% das intenções de voto para o primeiro turno da disputa presidencial, ante 45% do petista — a menor distância registrada desde que a pré-candidatura do “01” ao Palácio do Planalto foi anunciada.
“Flávio não era um candidato factível [anteriormente], quando se falava muito mais sobre a especulação do Tarcísio como escolhido para representar o campo da direita“, afirmou ao programa IstoÉ Entrevista, exibido no canal de YouTube da IstoÉ. “Se houvesse uma ruptura, os números seriam outros. Mas o governador acolheu a escolha de Jair Bolsonaro e, com alguma agilidade, embarcou no projeto. Nada mais natural do que Flávio atingir patamares que anteriormente eram de Tarcísio“.
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O governador de São Paulo chegou a ser criticado por setores mais radicais do bolsonarismo pela falta de adesão clara ao presidenciável do grupo. No final de fevereiro, no entanto, se reuniu com Flávio no Palácio dos Bandeirantes, deu entrevistas ao lado do aliado e firmou o compromisso de coordenar sua campanha no estado, maior colégio eleitoral do país e onde deverá disputar a reeleição.
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Foto: Divulgação
Nos cenários de segundo turno testados pela Atlas, ambos tiveram maior intenção de voto do que Lula. Para o CEO do instituto, qualquer representante escolhido pelo campo partiria de um patamar elevado, visto que “uma parcela muito expressiva do eleitorado no Brasil é bolsonarista, e uma ainda maior é antipetista“.
O desgaste político causado pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula no Carnaval do Rio de Janeiro, no entanto, ajudou a explicar o avanço da oposição. “Houve um acúmulo de elementos negativos. O fato de que não necessariamente todos os eleitores gostam de celebrar um político como herói e, de forma mais preocupante para o governo, uma ala ter representado uma espécie de metáfora da família conservadora que, para muitas famílias, foi uma ofensa“, afirmou Roman.
Fonte: Com informações Revista IstoÉ
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