30 de Abril de 2026

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Mulher em pauta - 19/12/2025

O experimento na Índia que pagou mais de 100 milhões de mulheres pelo seu trabalho como donas de casa

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Foto: Reprodução/Google

Em muitos casos, esses pagamentos estão ligados ao calendário eleitoral e à competição política pelas alianças de voto feminino, o que intensifica debates sobre motivação e impacto de longo prazo dessas políticas.

Em um dos maiores e mais recentes experimentos de política social global, dezenas de milhões de mulheres adultas na Índia vêm recebendo transferências de dinheiro incondicionais (UCTs, na sigla em inglês) diretamente de governos estaduais com o objetivo de fortalecer sua autonomia econômica, melhorar o bem-estar familiar e reconhecer, ainda que parcialmente, o valor do trabalho doméstico e de cuidados não remunerado.

 

Segundo levantamento de organizações de pesquisa e reportagens nacionais e internacionais, aproximadamente 118 milhões de mulheres em 12 Estados indianos já participam desses programas de transferência de renda, uma expansão rápida comparada a poucos anos atrás, quando eram oferecidos por apenas dois governos estaduais.

 

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O que são as transferências e como funcionam

 

 

 

Os programas variam por Estado, mas a lógica geral é simples: mulheres adultas de famílias com renda baixa ou média recebem pagamentos mensais sem contrapartida de trabalho formal, via transferência bancária direta, vinculados a identificadores digitais como o Aadhaar (sistema nacional de identificação). Muitos desses valores giram entre 1.000 e 2.500 rúpias por mês (aproximadamente entre US$ 12 e US$ 30), o que representa uma parcela modesta, porém regular, da renda familiar. ?

 

Esses recursos costumam ser usados para despesas cotidianas, como alimentação, educação dos filhos, medicamentos e pequenas dívidas, dando às mulheres alguma margem de manobra econômica e previsibilidade financeira.

 

Impactos sociais e debates sobre eficácia

 

 

 

Especialistas destacam que essas transferências podem fortalecer a autonomia econômica e o poder de barganha das mulheres dentro de suas famílias, especialmente em comunidades vulneráveis. Ao mesmo tempo, críticos apontam que os valores, ainda que regulares, são relativamente baixos para compensar totalmente o trabalho doméstico não remunerado ou para criar independência financeira plena.

 

Outros pesquisadores e relatórios alertam que a rápida expansão dessa política está pressionando as finanças estaduais, com projeções de gastos totais de cerca de Rs 1,68 lakh crore (equivalente a cerca de 0,5% do PIB indiano) em transferências para mulheres em 2025-26, um salto em relação a anos anteriores. Há preocupações sobre sustentabilidade fiscal e prioridades orçamentárias em contextos de crescimento econômico moderado.

 

Programas emblemáticos e diversidade regional

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Estados como Tamil Nadu, Karnataka, Madhya Pradesh e Maharashtra têm versões próprias desses programas, com nomes locais e valores específicos, demonstrando a diversidade de abordagens dentro da Índia federal. Em muitos casos, esses pagamentos estão ligados ao calendário eleitoral e à competição política pelas alianças de voto feminino, o que intensifica debates sobre motivação e impacto de longo prazo dessas políticas.

 
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Fonte:
O experimento que pagou mais de 100 milhões de mulheres pelo seu trabalho como donas de casa — Correio Braziliense (jornal brasileiro com contexto sobre a política indiana)
 

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