30 de Abril de 2026

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Cultura e Eventos - 24/01/2026

'O Agente Secreto': relembre outras candidaturas do Brasil ao Oscar

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Foto: ReproduçãoGoogle

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A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) anunciou na quinta-feira (22) que ‘O Agente Secreto’, novo longa de Kleber Mendonça Filho, foi escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026. A produção será inscrita nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Elenco. Com a seleção, o país chega à sua 55ª tentativa de conquistar uma indicação na principal categoria dedicada a filmes estrangeiros.

 

Historicamente, o caminho brasileiro na premiação tem sido marcado por poucos sucessos. Em mais de cinco décadas de tentativas, apenas cinco produções conseguiram entrar na disputa: ‘O Pagador de Promessas’ (1963), ‘O Quatrilho’ (1996), ‘O Que É Isso, Companheiro?’ (1998), ‘Central do Brasil’ (1999) e, mais recentemente, ‘Ainda Estou Aqui’ (2025).

 

Diferentemente de anos anteriores, porém, ‘O Agente Secreto’ surge como um candidato com fôlego internacional. O filme saiu consagrado do Festival de Cannes, onde venceu as categorias de Melhor Direção e Melhor Ator, além de ter faturado dois Globos de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama. Com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil e da NEON nos Estados Unidos, a produção já figura nas apostas de especialistas como uma das favoritas da temporada.

 

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Ao longo da história, outras produções brasileiras também deixaram sua marca na corrida pelo Oscar, seja por polêmicas, seja por reconhecimento artístico. A estreia do Brasil na premiação ocorreu com ‘A Morte Comanda o Cangaço’ (1960), inscrito em 1961. Dirigido por Carlos Coimbra e Walter Guimarães Motta, o filme acompanha a trajetória de Raimundo Vieira, um agricultor que decide buscar vingança após ter a fazenda incendiada e a mãe assassinada por um grupo de cangaceiros liderados por Silvério, a mando do coronel Nesinho.

 

 

O maior marco da cinematografia nacional veio com ‘O Pagador de Promessas’ (1962). Além de garantir uma indicação ao Oscar de 1963, o longa entrou para a história como o único filme brasileiro vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A obra narra o drama de Zé do Burro, que promete carregar uma cruz até uma igreja após seu animal de estimação sobreviver a um acidente, mas acaba enfrentando uma sequência de conflitos. No Oscar, o prêmio ficou com o francês ‘Les dimanches de Ville d’Avray’.

 

 

Selecionado em 1980, ‘Pixote, a Lei do Mais Fraco’, de Hector Babenco, acabou desclassificado por não cumprir o prazo de exibição exigido pela Academia. Ainda assim, ganhou projeção internacional, com indicação ao Globo de Ouro e prêmio de Melhor Atriz para Marília Pera, concedido pela National Society of Film Critics. A trama acompanha um menino que, após fugir de um reformatório, passa a sobreviver nas ruas do Rio de Janeiro.

 

 

Em 1996, o Brasil voltou à disputa com ‘O Quatrilho’, dirigido por Fábio Barreto e baseado no livro de José Clemente Pozenato. O filme retrata o relacionamento complexo entre dois casais de imigrantes italianos no Rio Grande do Sul. Na cerimônia, a estatueta ficou com o holandês ‘A Excêntrica Família de Antônia’.

 

 

Dois anos depois, ‘O Que É Isso, Companheiro?’, de Bruno Barreto, garantiu nova indicação ao país. Baseado no livro de Fernando Gabeira, o longa aborda a militância armada durante a ditadura militar. O prêmio acabou ficando com o filme ‘Caráter’, dos Países Baixos.

 

 

Em 1999, ‘Central do Brasil’, dirigido por Walter Salles, marcou a última indicação brasileira à categoria de Filme Estrangeiro por muitos anos. O longa também rendeu uma indicação histórica para Fernanda Montenegro como Melhor Atriz, feito inédito para uma brasileira. Apesar do reconhecimento internacional, a produção perdeu o Oscar para ‘A Vida É Bela’.

 

 

Já ‘Cidade de Deus’ (2003), embora não tenha sido indicado como filme estrangeiro, ganhou nova projeção após ser relançado nos Estados Unidos. A estratégia resultou em quatro indicações ao Oscar 2004, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado. O filme retrata a escalada da violência em uma favela carioca e se tornou uma das produções brasileiras mais reconhecidas no exterior.

 

 

Em 2008, ‘O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias’ avançou até a fase semifinal da disputa, ficando entre os nove finalistas, mas não alcançou a indicação final. Anos depois, ‘Pequeno Segredo’ (2016) gerou controvérsia ao ser escolhido para representar o país, superando ‘Aquarius’, decisão que Kleber Mendonça Filho atribuiu a possíveis motivações políticas.

 

Fotos: ReproduçãoGoogle

 

O diretor voltou à disputa com o documentário ‘Retratos Fantasmas’ (2023), exibido no Festival de Cannes, no qual revisita o centro do Recife e a história dos cinemas da região, mesclando memória pessoal e cultural.

 

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O maior feito do cinema nacional veio com ‘Ainda Estou Aqui’ (2025), que garantiu ao Brasil seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional. A obra também recebeu indicações a Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. Dirigido por Walter Salles, o longa é baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva e retrata o drama da família Paiva durante a ditadura militar, após o desaparecimento de Rubens Paiva.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ Gente 

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